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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Por onde anda o sol…

(Teus olhos)

Não se pode dizer de outra maneira,
Quando o peito se parte em duas longitudes,
Por onde nasce e se esconde o sol...


É como fechar os olhos e imaginar a cor refletida
Em cada movimento dos teus olhos,
Construindo um mundo, em que habitam
O possível e o impossível...

A palavra amor me deixa sem ar e,
Ao ver-te fechar os olhos,
Imagino o que se mostra por detrás das tuas pálpebras...

Então, espero...
Já nao temo e nem parto,
Apenas amo!

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Noite em Pasárgada...

O poeta escreve entre silêncios
E a noite guarda sempre uma palavra não dita.
Uma palavra que tu sintas na noite que te espreita...

Que deslize como vinho de uma safra antiga
Ou castanhas mastigadas vagarosamente,
Enquanto a noite adentra...

É noite em Pasárgada...
Céu estrelado de palavras que caem
E se afogam ao nomear teu gozo...

Em versos simples que o poeta escreve,
Tentando desvendar a face oculta da lua,
Que te faz mulher ...

(©By Adilson S. Silva)

Viagens...


Dançando na chuva...

É tão fácil magoar um coração...
Mesmo que a primavera não seja cinza.

É tão difícil entender a saudade

Em cada amanhecer...

Esta noite tive um sonho.
Eu queria que chovesse aquelas chuvas bem fininha.
E, que eu pudesse dançar em silêncio,
Uma dança da chuva, para me trazer você...

Então,
Se você me vir calado
não me pergunte por quê.


(©By Adilson S. Silva)

sábado, 1 de setembro de 2012

Versos y sombras

Foto: Versos y sombras

(Toda inocência será castigada)

Laças o coração
Com a cor dos teus olhos
E os versos já nem sabem
O que fazer da vida...

Teu olhar inocente seduz
E os versos,
Como vento escondido,
Num segundo te rodam a saia...

Como sombras perdidas,
Resgatando uma ilusão,
Por onde andas ou pisas
Vão os versos,
Como sombras, pelo chão...

(©By Adilson S. Silva)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Desencontros...

Teus olhos noturnos
Navegam meus sonhos e,
Desembarcam no meu leito frio...


Repousam ali, onde nada espero
Além de um travesseiro vazio...

O relógio marca as mesmas horas,
Desde nosso último encontro...

Mas o tempo deu tantas voltas,
Que já me esqueci de teus beijos...

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Abstrações...

Como pintura,
Teu retrato exalava teu cheiro e,
Teu corpo desnudo, desejos...
Tua alma descansava feliz...

Teu corpo nu me fazia
Sorrir para teu sorriso no rosto,
Ouvindo tua voz que falava
Nas minhas lembranças...

Teu retrato era teu carinho,
Ultima pintura de um corpo
Aquecido de amor...

Teu retrato sempre foi uma saudade,
Pendurado na parede...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 25 de agosto de 2012

Secret of Life

O bom da vida é ser feliz.
É poder ver a beleza das coisas que nos habitam,
Mesmo que elas não sejam belas todos os dias...

O bom da vida é ter filhos
E fazer o que pode ser feito pelos filhos
E, entender que eles crescem e vão pela vida...

O bom da vida é saber que se morre,
Assim pode-se viver com mais calma,
Sem pressa de chegar...

Pois a morte é uma certeza
Totalmente incerta... Totalmente incerta,
Para quem, a vida não acabou ontem...

(©By Adilson S. Silva)

Aquelas tardes...

Uma viagem pelas tardes de céu,
Passeando do azul a azul claro,
Terminando no mar de nossa infância...

Sim, o céu sempre terminava no mar,
Num encontro possível, como o nosso,
Ali no horizonte, onde tudo é longe e perto.

As barcarolas eram tragadas pelo céu
Ou pelo mar, não posso precisar,
Mas sei que desapareciam num sonho suspenso,

Pelo brilho de um olhar, fazendo o mundo girar,
Num beijo sonhado, entre céu e mar,
Que eu não te roubei... Que eu não te roubei...
Palavras que me entristecem...

(©By Adilson S. Silva)

Mais saudades...

Uma saudade vadia
Dormirá contigo esta noite, silenciosa,
Como todos os silêncios que vêm de ti...

Adormecerá teus olhos de desejo
E todo este amor, num só golpe,
Na vã procura de tua boca por um beijo...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma carta de amor...

Eu queria tuas mãos nas minhas
Para que juntos escrevêssemos
Uma carta de amor...

E, que por um instante as palavras
Se alternassem, entre o amado e o amante,
Sem nenhum pudor...

Sem pontos, vírgulas, reticências,etc.
As mãos cúmplices seguiriam,
Escreveriam juntas as nossas vidas de sonhos,
Nossas angústias, nossas dores, nossos amores,

Assim,
As minhas mãos e as tuas mãos
Saberiam o que escrever,
Quando chegassem ao ponto final,
Num beijo combinado pelos gestos ...
Ou num aperto de mãos...
Um suspiro ...adeus

(©By Adilson S. Silva)

Avesso

Trago os ventos em minhas mãos,
Num desejo de amar os teus olhos:
Dize-me se tu suportas um furacão.

E, meus desejos nos teus olhos refletidos
São luzes que incendeiam a alma:
Dize-me se tu suportas minha alegria...

Na palavra prolongada num verso,
Que não posso dizer-te,
Ou avesso... Ou o próprio caos.


(©By Adilson S. Silva)