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sábado, 22 de dezembro de 2012

Mar...

Foto: Mar...
(Um poema para todos e para ninguém)

O dia amanhece e os sonhos de ontem também...
E como te direi, amor, que já é verão e,
Que esta lonjura faz do desejo algo tão belo?

O mar hoje está calmo e os objetos dormem na praia...
As gaivotas voam, planam na brisa que respiro.
As nuvens tocam o mar como teus olhos tocaram os meus.

Queria agora uma chuva que molhasse meus ombros,
Ou os meus olhos, com todas as doces lembranças e promessas,
Que zarparam do meu cais...

(Adilson Shiva)
(Um poema para todos e para ninguém)

O dia amanhece e os sonhos de ontem também...
E como te direi, amor, que já é verão e,
Que esta lonjura faz do desejo algo tão belo?

O mar hoje está calmo e os objetos dormem na praia...
As gaivotas voam, planam na brisa que respiro.
As nuvens tocam o mar como teus olhos tocaram os meus.

Queria agora uma chuva que molhasse meus ombros,
Ou os meus olhos, com todas as doces lembranças e promessas,
Que zarparam do meu cais...

(Adilson Shiva)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sobre fotografias...

Foto: Sobre fotografias...

É difícil olhar uma fotografia, abraçá-la
Sem sentir o calor de um abraço... ou
Viver, sem danos as horas que se foram...

É difícil a saudade tecer uma canção
que adormeça sonhos, gemidos
sem alma, do esquecimento...

é difícil resgatar a nossa canção,
 sem sangrar os versos
que fizeram de nossas vidas, um experimento...

(©By Adilson Shiva)


https://www.youtube.com/watch?v=4Fr5-16ZnPM
É difícil olhar uma fotografia, abraçá-la
Sem sentir o calor de um abraço... ou
Viver, sem danos as horas que se foram...

É difícil a saudade tecer uma canção
que adormeça sonhos, gemidos
sem alma, do esquecimento...

é difícil resgatar a nossa canção,
sem sangrar os versos
que fizeram de nossas vidas, um experimento...

(©By Adilson Shiva)
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Inocência II

Foto: Inocência...
(Série poemas perdidos)

Na doce rebeldia de tua voz,
Havia música que deslizava com tuas palavras...
Era céu, mar e  sonhos...

Não tão só sonhos, mas carinho
Que subjaz à ternura, quando pedíamos ao mar,
Que nos livrasse da impiedosa orfandade do amor.

Não me importam as ausências de ontem,
Mas o tempo é inexorável: passa,
Sem pausa, sem trégua e sem alívio.

E, ainda nos perguntamos:
Haverá uma brisa que resgate nossa inocência?

(©By Adilson S. Silva)
(Série poemas perdidos)

Na doce rebeldia de tua voz,
Havia música que deslizava com tuas palavras...
Era céu, mar e sonhos...

Não tão só sonhos, mas carinho
Que subjaz à ternura, quando pedíamos ao mar,
Que nos livrasse da impiedosa orfandade do amor.

Não me importam as ausências de ontem,
Mas o tempo é inexorável: passa,
Sem pausa, sem trégua e sem alívio.

E, ainda nos perguntamos:
Haverá uma brisa que resgate nossa inocência?

(©By Adilson S. Silva)

Fotografias...

Foto: Fotografias...

A paixão é a corda estendida entre nós
E o outro lado do abismo...
Não se faz essa travessia sem sentir vertigens...

Espantosa sensação de presença de algo que já não esta ali...
É como emprestar os lábios para dizer ‘eu te amo’, 
Com uma voz que já não nos pertence...

E, às vezes termina numa fotografia,
Testemunha de um nome perdido...

(©By Adilson S. Silva)
A paixão é a corda estendida entre nós
E o outro lado do abismo...
Não se faz essa travessia sem sentir vertigens...

Espantosa sensação de presença de algo que já não esta ali...
É como emprestar os lábios para dizer ‘eu te amo’,
Com uma voz que já não nos pertence...

E, às vezes termina numa fotografia,
Testemunha de um nome perdido...

(©By Adilson S. Silva)

Quando canto...

Foto: Quando canto...

Este é um canto para ti...
Para estes lábios que sei
E, estes olhos que me penetram...

Um canto para a tua língua 
Que repousa nos meus lábios,
De repente emudecidos...

(©By Adilson S. Silva)

Este é um canto para ti...
Para estes lábios que sei
E, estes olhos que me penetram...

Um canto para a tua língua
Que repousa nos meus lábios,
De repente emudecidos...

(©By Adilson S. Silva)

Chuva e Saudade: essas horas sem luz...

Foto: Chuva e Saudade: essas horas sem luz...

Freqüentemente observo em mim, a tua falta,
Esta tua ausência em todas as coisas que toco,
Sintomas de saudade... Nessas horas sem luz.

Nada penso e nada sei, escolho palavras...
Para atravessar o silêncio...
Sei que o outono passou... O que terei perdido?
O que se foi com ele de minha consciência?

Aqui chove,
O barulho da chuva rompe o silêncio,
Que é só um nome acostumado à tua ausência.
Clamo por tua alma, mas já não me escutas...

(©By Adilson S. Silva)

Freqüentemente observo em mim, a tua falta,
Esta tua ausência em todas as coisas que toco,
Sintomas de saudade... Nessas horas sem luz.


Nada penso e nada sei, escolho palavras...
Para atravessar o silêncio...
Sei que o outono passou... O que terei perdido?
O que se foi com ele de minha consciência?

Aqui chove,
O barulho da chuva rompe o silêncio,
Que é só um nome acostumado à tua ausência.
Clamo por tua alma, mas já não me escutas...

(©By Adilson S. Silva)

(...)

'Num breve espasmo de um minuto,
Tornaste meu beijo eternamente triste,
O silêncio como nome e o perfume distância'
(Adilson Shiva )

Orquídeas...

Foto: Orquídeas - Série Poemas perdidos

As orquídeas floresceram...
Imitando as curvas dos teus lábios úmidos...
Porque era leve tua voz e também tuas mãos...

As orquídeas vaticinaram nosso destino - murcharam.
Logo, deixaste amargo e vazio o leito.
E, ao recordar tua boca, sonho
Ainda com outra igual para meu peito.

(©By Adilson Shiva)
 Série Poemas perdidos

As orquídeas floresceram...
Imitando as curvas dos teus lábios úmidos...
Porque era leve tua voz e também tuas mãos...

As orquídeas vaticinaram nosso destino - murcharam.
Logo, deixaste amargo e vazio o leito.
E, ao recordar tua boca, sonho
Ainda com outra igual para meu peito.

(©By Adilson Shiva)

Insondável...

Foto: Insondável...

A insondável escuridão que habita tua existência,
Faz-te olhar sempre para um dentro sem fundo,
Daquilo que é impossível ser dito...

Talvez por isso sonhes cair...
E nunca chegues ao final de tão grande vazio...

(©By Adilson Shiva)
A insondável escuridão que habita tua existência,
Faz-te olhar sempre para um dentro sem fundo,
Daquilo que é impossível ser dito...

Talvez por isso sonhes cair...
E nunca chegues ao final de tão grande vazio...

(©By Adilson Shiva)

La mirada...

Foto: La mirada...

Teu olhar,
Essa luz que acende o relâmpago,
Fogo que queima, quando me olhas...

Quanto mais eu fujo dessa força imensa
Mais me sinto preso na retina desse olhar

... Intenso...

(©By Adilson S. Silva)
Teu olhar,
Essa luz que acende o relâmpago,
Fogo que queima, quando me olhas...

Quanto mais eu fujo dessa força imensa
Mais me sinto preso na retina desse olhar

... Intenso...

(©By Adilson S. Silva)

Mais devaneios...


Foto: Mais devaneios...

Amo a tranqüilidade das montanhas,
Que alimentam a minha idéia de eternidade...
A proximidade das nuvens, que se expandem no tempo e,
Amo o tempo de pensar em ti...

Esse lugar, onde a morte só serve de adorno,
Porque os sonhos abrem as portas para a vida...
E, a noite ensina a fazer algo mais com a ausência,
Com os sonhos, aqueles sonhos
Que permitem sentir-te a meu lado... 

(©By Adilson S. Silva)
Amo a tranqüilidade das montanhas,
Que alimentam a minha idéia de eternidade...
A proximidade das nuvens, que se expandem no tempo e,
Amo o tempo de pensar em ti...

Esse lugar, onde a morte só serve de adorno,
Porque os sonhos abrem as portas para a vida...
E, a noite ensina a fazer algo mais com a ausência,
Com os sonhos, aqueles sonhos
Que permitem sentir-te a meu lado...

(©By Adilson S. Silva)

Meias palavras...

Foto: Meias palavras...(Série poemas perdidos)

A noite insiste em um imaginário jardim.
Que as lembranças não cresçam nessa noite
Como flores amargas...

A chama silenciosa de luz de vela
Percorre todas as distâncias, 
Não há nada para ver detrás do tempo,

Só me recordo desse despertar,
Tu eras era uma pedra atirada na água.
Meias palavras: nunca mais...

(©By Adilson S. Silva)
(Série poemas perdidos)

A noite insiste em um imaginário jardim.
Que as lembranças não cresçam nessa noite
Como flores amargas...

A chama silenciosa de luz de vela
Percorre todas as distâncias,
Não há nada para ver detrás do tempo,

Só me recordo desse despertar,
Tu eras era uma pedra atirada na água.
Meias palavras: nunca mais...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 3 de novembro de 2012

Que importa...?

Foto: Que importa...?

Que importa a inocência dos lábios 
Que não sorriem...?

É como,
Um verão sem andorinhas,
Um céu sem estrelas...
Ou um poema sem versos de amor...

Que importa o calor
Quando o fogo está extinto...?

É como,
Os olhos sem o olhar,
Os braços sem o abraço
E o amor não querendo amar...

(©By Adilson S. Silva)
Que importa a inocência dos lábios
Que não sorriem...?

É como,
Um verão sem andorinhas,
Um céu sem estrelas...
Ou um poema sem versos de amor...

Que importa o calor
Quando o fogo está extinto...?

É como,
Os olhos sem o olhar,
Os braços sem o abraço
E o amor não querendo amar...

(©By Adilson S. Silva)

Sol e lua...

Foto: Sol e lua...

A esperança é um barco
E o coração, ondas,
Que batem nos rochedos,
A cada despertar...

Eu, náufrago de tantos mares,
Descobri porque o sol também se esconde:
Ele também se enamora da lua...

A desculpa é sempre a noite,
A noite e seus mistérios...

(©By Adilson S. Silva)
A esperança é um barco
E o coração, ondas,
Que batem nos rochedos,
A cada despertar...

Eu, náufrago de tantos mares,
Descobri porque o sol também se esconde:
Ele também se enamora da lua...

A desculpa é sempre a noite,
A noite e seus mistérios...

(©By Adilson S. Silva)

Mel...

Foto: Mel...

Eu, bem-te-vi,
Despias o teu vestido florido e aplacavas o fogo
Que ocultava a dama,
Mas eu já naufragava na tua voz...

E, invejei ser ,as abelhas,
Que fabricavam o mel de tua pele...

(©By Adilson S. Silva)
Eu, bem-te-vi,
Despias o teu vestido florido e aplacavas o fogo
Que ocultava a dama,
Mas eu já naufragava na tua voz...

E, invejei ser ,as abelhas,
Que fabricavam o mel de tua pele...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 28 de outubro de 2012

Tuas pedras...

Foto: Tuas pedras...

Já fui pedra,
Testemunha de todos os tempos...
Aprendi a solidão e o vôo dos pássaros...

Depois fui estátua e música.
Hoje sou brisa que sopra em teu rosto
E quando faltar palavras, eu canto.

Assim , quando me ouvires,
Entenderás o segredo do acontecimento... 

(©By Adilson S. Silva)
Já fui pedra,
Testemunha de todos os tempos...
Aprendi a solidão e o vôo dos pássaros...

Depois fui estátua e música.
Hoje sou brisa que sopra em teu rosto
E quando faltar palavras, eu canto.

Assim , quando me ouvires,
Entenderás o segredo do acontecimento...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sem poesia...

Foto: Sem poesia...

Hoje não pude escrever poema.
Minhas mãos se recusaram a escrever ausências
E, a minha noite, o fogo aceso em vão da espera... 
A noite é longa e o sono me vence...
Então durmo... e os versos dormem comigo,
Nos sonhos.

(©By Adilson S. Silva)
Hoje não pude escrever poema.
Minhas mãos se recusaram a escrever ausências
E, a minha noite, o fogo aceso em vão da espera...
A noite é longa e o sono me vence...
Então durmo... e os versos dormem comigo,
Nos sonhos.

(©By Adilson S. Silva)

Essas coisas...

Foto: Essas coisas...

Quero ensinar-te a beleza de coisas novas...
Mas o tempo é um lugar inabitável...

O que mata é sempre o calendário,
Depois, o desassossego da carne...
Ou uma boca sempre devorando o passado.

Não chores agora que te amo tanto.
Sei que a carne grita, quando se apagam as vozes,
Mas, quero ensinar-te a beleza de coisas novas,

Paciência... 
E um beijo para sentir de olhos fechados...
O amor necessita de treinamento...

(©By Adilson S. Silva)
Quero ensinar-te a beleza de coisas novas...
Mas o tempo é um lugar inabitável...

O que mata é sempre o calendário,
Depois, o desassossego da carne...
Ou uma boca sempre devorando o passado.

Não chores agora que te amo tanto.
Sei que a carne grita, quando se apagam as vozes,
Mas, quero ensinar-te a beleza de coisas novas,

Paciência...
E um beijo para sentir de olhos fechados...
O amor necessita de treinamento...

(©By Adilson S. Silva)

Minhas letras...(em cartas)

Foto: Minhas letras...(em cartas)

Sou feito de tempo, de tempo velho,
Mas agora, cai o sereno na minha pele
Feita de sol que também sabe ser noite.

Digo um poema em voz.
Era uma carta e perdão...
Eu não sabia que escrevia cartas...

Mas, são letras 
Para que saibas que o amor
Não é só um assunto do corpo...

É corpo e alma,
Por isso respiro meus poemas...

(©By Adilson S. Silva)
Sou feito de tempo, de tempo velho,
Mas agora, cai o sereno na minha pele
Feita de sol que também sabe ser noite.

Digo um poema em voz.
Era uma carta e perdão...
Eu não sabia que escrevia cartas...

Mas, são letras
Para que saibas que o amor
Não é só um assunto do corpo...

É corpo e alma,
Por isso respiro meus poemas...

(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alfazema...

Foto: Alfazema...

Mais uma noite...
Busco um verso no mar...
Há noites em que os versos se exilam do coração.

Meu coração adormecido em Ítaca,
Perdeu o transe...
E vaga em outra dimensão da tristeza

Transformou-se em borboleta,
Caminha por jardins de flores sem nome,
Querendo encontrar uma Alfazema...

(©By Adilson S. Silva)
Mais uma noite...
Busco um verso no mar...
Há noites em que os versos se exilam do coração.

Meu coração adormecido em Ítaca,
Perdeu o transe...
E vaga em outra dimensão da tristeza

Transformou-se em borboleta,
Caminha por jardins de flores sem nome,
Querendo encontrar uma Alfazema...

(©By Adilson S. Silva)

Crisântemos...

Foto: Crisântemos...

Hoje,
A noite ordena que tão só se ouça
Uma canção em tom menor.
Melódica, triste, só e incessante...

Perdida voz, fazendo coros sonoros,
Que encobrem a solidão das horas.

A envolver-te, quase enlouquecido,
Cruzando o mar virá, sem engano,
Um crisântemo perdido...!

(©By Adilson S. Silva)

Hoje,
A noite ordena que tão só se ouça
Uma canção em tom menor.
Melódica, triste, só e incessante...

Perdida voz, fazendo coros sonoros,
Que encobrem a solidão das horas.

A envolver-te, quase enlouquecido,
Cruzando o mar virá, sem engano,
Um crisântemo perdido...!

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Beija-flor...II

Foto: Beija-flor...

Entre as paredes decoradas pelo tempo ainda
Há tantos sonhos para sonharmos juntos...

O amor chega sem avisar, sem pedir, sem esperar,
De uma maneira única, nos salva... da falta e,
Reinventa nossa existência...

Que o amor sempre decida,
Como beija-flor, seguirei voltando, 
Ali onde me descobri amando.
Tudo regressa ao seu tempo e medida...

(©By Adilson S. Silva)
Entre as paredes decoradas pelo tempo ainda
Há tantos sonhos para sonharmos juntos...

O amor chega sem avisar, sem pedir, sem esperar,
De uma maneira única, nos salva... da falta e,
Reinventa nossa existência...

Que o amor sempre decida,
Como beija-flor, seguirei voltando,
Ali onde me descobri amando.
Tudo regressa ao seu tempo e medida...

(©By Adilson S. Silva)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Reencontros...

Foto: Reencontros...

Essa noite conversaremos de luz apagada…
Gosto quando as palavras tropeçam no escuro
E os mal-entendidos,que vão sob a luz apagada,
Simples desejos...

É difícil a poesia falar dessa felicidade,
Por isso ela sempre a reescreve...
Na sua voz, como fogo,
Nos protegendo do tédio...

O amor contorna o sentido das coisas,
Não nos conhecemos,
Por isso nos amamos...

(©By Adilson S. Silva)
Essa noite conversaremos de luz apagada…
Gosto quando as palavras tropeçam no escuro
E os mal-entendidos,que vão sob a luz apagada,
Simples desejos...

É difícil a poesia falar dessa felicidade,
Por isso ela sempre a reescreve...
Na sua voz, como fogo,
Nos protegendo do tédio...

O amor contorna o sentido das coisas,
Não nos conhecemos,
Por isso nos amamos...

(©By Adilson S. Silva)
 

Eterno retorno...

Foto: Eterno retorno...

Acostumei-me a sua ausência,
Contando-me histórias do sol,
Quando temia à noite...

A noite ocultava meus passos.
Triste era encontrar caminhos
E perder-me nas mesmas perguntas...

Entre a vida e a morte,
O pior é o nada...

Assim, vesti-me para a noite
E voltei ao poema.

(©By Adilson S. Silva)
Acostumei-me a sua ausência,
Contando-me histórias do sol,
Quando temia à noite...

A noite ocultava meus passos.
Triste era encontrar caminhos
E perder-me nas mesmas perguntas...

Entre a vida e a morte,
O pior é o nada...

Assim, vesti-me para a noite
E voltei ao poema.

(©By Adilson S. Silva)
 

Inocência ...

Foto: Inocência ...

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gZ4TR5gE-VE#!

Aqui no refúgio do tempo,
Habitam meus versos nessa noite,
Palavras que não se compreende
Sem a doce inocência dos sonhos...

Minha voz é doce fragmento de um canto
E, um a um meus silêncios se desfazem
Em palavras que o poema acolhe,

Mas era preciso visitá-los,
Para compreender tua ausência;
Para o poema sentir-se compreendido...

Palavras em versos,
Eu não te esqueço,
Às vezes me derreto e me faço chuva...

(©By Adilson S. Silva)

Aqui no refúgio do tempo,
Habitam meus versos nessa noite,
Palavras que não se compreende
Sem a doce inocência dos sonhos...

Minha voz é doce fragmento de um canto
E, um a um meus silêncios se desfazem
Em palavras que o poema acolhe,

Mas era preciso visitá-los,
Para compreender tua ausência;
Para o poema sentir-se compreendido...

Palavras em versos,
Eu não te esqueço,
Às vezes me derreto e me faço chuva...

(©By Adilson S. Silva)

Um dia desses...

Foto: Um dia desses...
 
Cuida dos nossos sonhos,
Porque hoje é dia de esperança...
Sigamos sonhando que somos um sonho...
 
Inventemos uma nova linguagem,
Uma nova voz...
As palavras não precisam de explicação,
Basta sonhá-las...
 
Qualquer dia desses
Escreverei o poema dos teus sonhos.
Que as palavras sigam ali e os sonhos também.
 
Um dia desses...
Qualquer dia...
 
(©By Adilson S. Silva)
Cuida dos nossos sonhos,
Porque hoje é dia de esperança...
Sigamos sonhando que somos um sonho...

Inventemos uma nova linguagem,
Uma nova voz...
As palavras não precisam de explicação,
Basta sonhá-las...

Qualquer dia desses
Escreverei o poema dos teus sonhos.
Que as palavras sigam ali e os sonhos também.

Um dia desses...
Qualquer dia...

(©By Adilson S. Silva)

Mais além de nós...

Foto: Mais além de nós...

É bom saber
Que uma mulher vela os meus sonhos
E sabê-la sempre comigo...

É bom tocar-lhe o rosto
Com as pontas dos dedos...
Quando o coração ignora distancias
E se inunda de recordações...

O que nos une é algo mais extenso,
Mais além daquilo que ela nem sabe,
Mas nos devolve ao mundo dos vivos...
E eu sorrio para os seus sorrisos.

Como terminar um poema
Com seu rosto sempre me sorrindo?

(©By Adilson S. Silva)
É bom saber
Que uma mulher vela os meus sonhos
E sabê-la sempre comigo...

É bom tocar-lhe o rosto
Com as pontas dos dedos...
Quando o coração ignora distancias
E se inunda de recordações...

O que nos une é algo mais extenso,
Mais além daquilo que ela nem sabe,
Mas nos devolve ao mundo dos vivos...
E eu sorrio para os seus sorrisos.

Como terminar um poema
Com seu rosto sempre me sorrindo?

(©By Adilson S. Silva)

Sweet memories...

Através dos sonhos,
A noite trouxe seus frutos
E, o poema, o sentido do sem sentido,

Fogo intenso entre espelhos,
Onde habitávamos, tu e eu...

Minha mão acariciava teu sorriso,
Silenciosamente, como vento adormecido,
Enquanto o lume do teu corpo
Desnudava novo poema.

Como não recordar teus movimentos,
Tuas mãos, teu sorriso e teu rosto?
Guardo em minha alma,
As últimas palavras tuas:
“eu te amo”

(©By Adilson S. Silva)
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Mais travessias...

Foto: Mais travessias...

Amo todas as minhas mortes.
Esse instante, privilegiado, em que o silêncio
Sabe o que fazer com as sombras...

Para mim a vida é isso:
Juntar letras numa palavra que se diz corpo.

Certamente, hoje escuto palavras
Que um dia foram minhas.

E o final?
Ah... O final eu não conto.
Você não acreditaria...!

(©By Adilson S. Silva)

Amo todas as minhas mortes.
Esse instante, privilegiado, em que o silêncio
Sabe o que fazer com as sombras...

Para mim a vida é isso:
Juntar letras numa palavra que se diz corpo.

Certamente, hoje escuto palavras
Que um dia foram minhas.

E o final?
Ah... O final eu não conto.
Você não acreditaria...!

(©By Adilson S. Silva)

Mais ainda, o amor...

Foto: Mais ainda, o amor...

O amor é sério.
Amar é saber esperar e,
O argumento termina aqui…

Mas, é bom amar
E acordar com um poema nos olhos,
Mesmo que, estando só, o frio te envolvas.

Um poema que, tu respires e,
Ilumine teus olhos no espelho,
Dando-lhes um corpo.

Então,
A tua voz será um não dizer,
Pois as palavras dizem tão pouco!

(©By Adilson S. Silva)
O amor é sério.
Amar é saber esperar e,
O argumento termina aqui…

Mas, é bom amar
E acordar com um poema nos olhos,
Mesmo que, estando só, o frio te envolvas.

Um poema que, tu respires e,
Ilumine teus olhos no espelho,
Dando-lhes um corpo.

Então,
A tua voz será um não dizer,
Pois as palavras dizem tão pouco!

(©By Adilson S. Silva)

Simplesmente amor...

Foto: Simplesmente amor...
http://www.youtube.com/watch?v=Iu3fGsRZjpQ

É dorido passar por esta vida,
Procurando um amor num rosto
Que não se encontra...

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...

É abismal crer 
Que tudo que foi dito sobre a alma era mentira,
E, que o amor foi-se, nesse rosto que não se encontra.

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...
É simplesmente amor...

(©By Adilson S. Silva)
É dorido passar por esta vida,
Procurando um amor num rosto
Que não se encontra...

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...

É abismal crer
Que tudo que foi dito sobre a alma era mentira,
E, que o amor foi-se, nesse rosto que não se encontra.

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...
É simplesmente amor...

(©By Adilson S. Silva)

Autrement ...

Foto: Autrement ... 

Escuto palavras que não têm sentido,
Por isso escrevo para o silêncio...
Minhas mãos são as únicas que sabem a verdade...

Às vezes, tristezas iluminam os espelhos,
Se acumulam nas paredes... E, todas as vozes são inúteis,
Quando o corpo é um estorvo para as palavras...

Ao não dar-se conta de que o que não está,
Se perdeu...

E tudo é absurdo.
A realidade é absurda;
E o amor, uma entrega desenfreadamente absurda...

(©By Adilson S. Silva)
Escuto palavras que não têm sentido,
Por isso escrevo para o silêncio...
Minhas mãos são as únicas que sabem a verdade...

Às vezes, tristezas iluminam os espelhos,
Se acumulam nas paredes... E, todas as vozes são inúteis,
Quando o corpo é um estorvo para as palavras...

Ao não dar-se conta de que o que não está,
Se perdeu...

E tudo é absurdo.
A realidade é absurda;
E o amor, uma entrega desenfreadamente absurda...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 22 de setembro de 2012

Cais...

Foto: Cais...

Eu corsário, não me entrego ao mar, 
Mas o respeito. Com todo o amor do mundo,
Resisto…

Velejo minhas tormentas,
Preso ao mastro do navio e,
Nas calmarias, sou pássaro,
Invento um vento para voar.

Subitamente,
Meus olhos pintam palavras,
Que me chegam em versos,
Quando avisto os meus cais.

(©By Adilson S. Silva)

Eu corsário, não me entrego ao mar,
Mas o respeito. Com todo o amor do mundo,
Resisto…

Velejo minhas tormentas,
Preso ao mastro do navio e,
Nas calmarias, sou pássaro,
Invento um vento para voar.

Subitamente,
Meus olhos pintam palavras,
Que me chegam em versos,
Quando avisto os meus cais.

(©By Adilson S. Silva)

Outra vez, saudade...


Foto: Série: Poemas perdidos III
http://www.youtube.com/watch?v=UbPbeXl3wMc

Outra vez, saudade...

Os sonhos são infinitos
E os paraísos imaginários,
Tal como a fumaça desse cigarro,
Que acendo e apago...

Vez ou outra, a nostalgia
Visita meu passado, cheio de sombras,
Morto... Como um não querer sair,
Mas não sair é tão torto...

A saudade enche meu corpo de poesia,
Que o poema devora em metáforas,
Sem saber o que fazer...
Sintomas de saudade...
...e o amor que fica!

(©By Adilson S. Silva)

Série: Poemas perdidos III

Outra vez, saudade...

Os sonhos são infinitos
E os paraísos imaginários,
Tal como a fumaça desse cigarro,
Que acendo e apago...

Vez ou outra, a nostalgia
Visita meu passado, cheio de sombras,
Morto... Como um não querer sair,
Mas não sair é tão torto...

A saudade enche meu corpo de poesia,
Que o poema devora em metáforas,
Sem saber o que fazer...
Sintomas de saudade...
...e o amor que fica!

(©By Adilson S. Silva)

(...)

Foto: (...)

O silencio…
Sinal de um lugar que vai chegando,
Dúvida imortal frente ao vazio que somos...

De onde vem o espaço para a palavra,
Que seja capaz de lhe dar vida ou tira-la?

Nos emudecemos,
Não por falta de coisas para dizer,
Mas percorrendo veredas opostas...

Ao acaso,
O poema escorre de mim,
Num encontro de sons e signos arbitrários,
Que vão se perdendo...

Mesmo que palavras cheguem ao poema,
O poema é sempre uma outra coisa,
Que estou longe de saber...

Então durmo e me esqueço,
Que o mundo prossegue
Com seus ruídos e movimentos...
O silencio…
Sinal de um lugar que vai chegando,
Dúvida imortal frente ao vazio que somos...

De onde vem o espaço para a palavra,
Que seja capaz de lhe dar vida ou tira-la?

Nos emudecemos,
Não por falta de coisas para dizer,
Mas percorrendo veredas opostas...

Ao acaso,
O poema escorre de mim,
Num encontro de sons e signos arbitrários,
Que vão se perdendo...

Mesmo que palavras cheguem ao poema,
O poema é sempre uma outra coisa,
Que estou longe de saber...

Então durmo e me esqueço,
Que o mundo prossegue
Com seus ruídos e movimentos...

Acasos...

Foto: Acasos...

(Cenas da vida cotidiana)

O amor é extravagante e inesperado...
É cama desarrumada como imagem para poema
Ou um beijo esquecido, feito desejo,
Que se descobre pelo caminho...
 
Ou ainda... Talvez,
Um encontro de pés por baixo da mesa...

(©By Adilson S. Silva)
(Cenas da vida cotidiana)

O amor é extravagante e inesperado...
É cama desarrumada como imagem para poema
Ou um beijo esquecido, feito desejo,
Que se descobre pelo caminho...

Ou ainda... Talvez,
Um encontro de pés por baixo da mesa...

(©By Adilson S. Silva)

Porque hoje é sábado...


(Para minha mulher...que nunca me deixou sem um beijo)

Amanhece sem pressa e eu te vejo dormindo.
Tua voz amanhecida repete os últimos versos,
De um poema que recitei ao teu ouvido:
“eu te amo”.

Fechos os olhos e te pinto em um retrato,
Que nenhum outro verá... Doce e branco,
Como a paz que sinto,
Quando aproximo meus lábios dos teus,

Um beijo, doce e picante,
Nas diferentes áreas da língua...
E voamos,
Nada mais...

(©By Adilson S. Silva)

Invernos y bocas...

Foto: Invernos y bocas...

Ainda escrevo sobre esses invernos
Que habitam minha cama...

Busco nas bordas de tua boca,
Um ponto de calor, em meio a tantos invernos.

Ignoro a distância entre lábios
E de olhos abertos, como felino, salto.

Teus lábios amortecem a minha queda...

(©By Adilson S. Silva)
Ainda escrevo sobre esses invernos
Que habitam minha cama...

Busco nas bordas de tua boca,
Um ponto de calor, em meio a tantos invernos.

Ignoro a distância entre lábios
E de olhos abertos, como felino, salto.

Teus lábios amortecem a minha queda...

(©By Adilson S. Silva)

Das palavras...


(Que não são ditas)

Sinto os detalhes das palavras
Das tuas mãos, quando tocas o meu rosto...

Nesse instante,
Poderias navegar pelo sangue de minhas veias,
Ou deslizar pelas ondas do pulsar de meu coração...

A brisa ardente do ar que tu respiras
E, os silêncios que murmuras,
Pedem um beijo...

... Companhia para a solidão da tua boca!

(©By Adilson S. Silva)

Esses versos...Tua pele

Foto: Esses versos...Tua pele

A tarde traz de súbito,
Um sabor doce de tua pele
E, ordena todas as luas 
Que povoarão nossa noite...

O ar que respiro cheio de ti,
Já são nuvens de um outro céu,
De uma outra noite,

Para onde te levo,
Ainda que não venhas...

A tarde traz de súbito
A tua pele que me falta...

(©By Adilson S. Silva)

A tarde traz de súbito,
Um sabor doce de tua pele
E, ordena todas as luas
Que povoarão nossa noite...

O ar que respiro cheio de ti,
Já são nuvens de um outro céu,
De uma outra noite,

Para onde te levo,
Ainda que não venhas...

A tarde traz de súbito
A tua pele que me falta...

(©By Adilson S. Silva)

Queda Livre...

Foto: Queda Livre...

Desesperadamente tento decifrar
O incomensurável mar,
Por onde navegam teus sonhos...

Então escrevo um poema,
Para transcender os limites, criando imagens,
Que descrevam teu corpo em queda livre...

Navegas ar e mar.
Amo a imprecisão do teu navegar,
Até tocares o chão com teus pés...

Anunciando outro devir...
Onde espero ancorar-te nos meus braços...
Sabendo o que fazer com isso!

(©By Adilson S. Silva)

Desesperadamente tento decifrar
O incomensurável mar,
Por onde navegam teus sonhos...

Então escrevo um poema,
Para transcender os limites, criando imagens,
Que descrevam teu corpo em queda livre...

Navegas ar e mar.
Amo a imprecisão do teu navegar,
Até tocares o chão com teus pés...

Anunciando outro devir...
Onde espero ancorar-te nos meus braços...
Sabendo o que fazer com isso!

(©By Adilson S. Silva)

Versos mais uma vez...

Foto: Versos mais uma vez...

O que é permanente na mudança: O caos.
Por isso morremos e nascemos e,
O acaso nos trará uma palavra nova...

Alí, onde é da ordem do acaso, intraduzível,
Faz o amor surgir no infinito dos teus olhos,
Desvelando o mistério de todas as luas,
Na cumplicidade de todas as noites...

Somos o silêncio na horizontalidade
De uma cama ausente,
Buscando aquilo que não existe:
Por isso nos amamos...

 (©By Adilson S. Silva)
O que é permanente na mudança: O caos.
Por isso morremos e nascemos e,
O acaso nos trará uma palavra nova...

Alí, onde é da ordem do acaso, intraduzível,
Faz o amor surgir no infinito dos teus olhos,
Desvelando o mistério de todas as luas,
Na cumplicidade de todas as noites...

Somos o silêncio na horizontalidade
De uma cama ausente,
Buscando aquilo que não existe:
Por isso nos amamos...

(©By Adilson S. Silva)

“te amo!”

Foto: “te amo!”

Vieste  de outra boca sabor amargo,
Sentindo mais medo que frio…
Sem conhecer o enigma do beijo.

O beijo faz com que tudo aconteça.
Ao se deixar beijar, algo nos falta:

O ar
E, mais uma palavra;
“te amo!”

(©By Adilson S. Silva)
Vieste de outra boca sabor amargo,
Sentindo mais medo que frio…
Sem conhecer o enigma do beijo.

O beijo faz com que tudo aconteça.
Ao se deixar beijar, algo nos falta:

O ar
E, mais uma palavra;
“te amo!”

(©By Adilson S. Silva)

Jogos de sombras…

Foto: Jogos de sombras…

O amor não dorme...
Cabe no espaço que resta
De um corpo ausente e,
Me é difícil falar daquilo que não está.

Então,
De olhos fechados
Desenho bocas para beijar e,
Semeio estrelas no escuro desse quarto...

O corpo que habito,
Por um momento, cavalgará teu corpo
Num incansável jogo de sombras...

(©By Adilson S. Silva)
O amor não dorme...
Cabe no espaço que resta
De um corpo ausente e,
Me é difícil falar daquilo que não está.

Então,
De olhos fechados
Desenho bocas para beijar e,
Semeio estrelas no escuro desse quarto...

O corpo que habito,
Por um momento, cavalgará teu corpo
Num incansável jogo de sombras...

(©By Adilson S. Silva)

La Pasión

Foto: Série: poemas perdidos III

La Pasión

É preciso uma ausência, para sentir
A falta de uma boca no inverno...
Nessas longas horas de solidão de uma noite,

É preciso a solidão entre paredes,
Para perceber o silêncio das coisas simples...
Habitando minhas manias...

Então,
À beira do abismo, antes do salto, paro,
Meço a extensão da paixão

E, projeto uma catapulta, que num salto
Me leve até você...

(©By Adilson S. Silva)
 Série: poemas perdidos III

É preciso uma ausência, para sentir
A falta de uma boca no inverno...
Nessas longas horas de solidão de uma noite,

É preciso a solidão entre paredes,
Para perceber o silêncio das coisas simples...
Habitando minhas manias...

Então,
À beira do abismo, antes do salto, paro,
Meço a extensão da paixão

E, projeto uma catapulta, que num salto
Me leve até você...

(©By Adilson S. Silva)

Talvez...

Foto: Talvez...

Estarei imóvel, mexendo somente meus olhos...
Observando tua própria sombra:
Uma mulher sem espelhos,
Despertando sua alma escondida.

Libertando-se de suas angustias,
Dizendo pelo menos uma vez:
Sim, amo sem medo!
Talvez, é só um advérbio
Das nossas incertezas....

Adilson Shiva

Estarei imóvel, mexendo somente meus olhos...
Observando tua própria sombra:
Uma mulher sem espelhos,
Despertando sua alma escondida.

Libertando-se de suas angustias,
Dizendo pelo menos uma vez:
Sim, amo sem medo!
Talvez, é só um advérbio
Das nossas incertezas....

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Corpo

Se soubesse o que teu corpo pede,
Seguramente te daria...

Sei o que é um rio que transborda,
Inundando a todos,
Mas é menos que teu corpo.

Nas madrugadas, refúgio do meu tempo,
Tramo soluções possíveis
Para tuas verdades mais íntimas...

E tu?
Abres a boca e me engoles...

(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Partir


 Série: poemas perdidos II

Algumas vezes te pensei comigo
E te beijei como se fosse a última...
E mesmo que saibas, digo:
Partir é um verbo duro ...

Mas, mordo a maçã que me ofereces e sigo...
Morro num poema e ressuscito em outros,
Perdidos nessas páginas amarelas do tempo...
Um mundo fora do teu, onde já não me encontras...

(©By Adilson S. Silva)

Travessias...

Ama-me, como um poema noturno.
É que teus olhos desconhecem o meu passado,

Cheio de céus e de oceanos e
De desertos que atravessei...

Só o vento me fez dançar...
Apagando meus passos na areia...
Num giro e uma dança no escuro,
Fiz-me destino oculto nas estrelas.

Diz-me o teu sorriso inocente e puro:
o passado já passou...

(©By Adilson S. Silva)

Sobre o amor - mais ainda

O amor é livre como o vento,
Calmaria ou loucura...
Viaja nas asas de um sonho e,
Adormece em pensamentos...


Às vezes não sabe por onde anda,
Numa viagem longa, sem descanso,
Mas é o nada que o chama...

E no entanto,
não sabe se regressa ou fica.

(©By Adilson S. Silva)

Desenredos...

Não é verdade que a flor não orvalhasse,
Por vezes até chorasse, mas de prazer...
Com poesia nos olhos...

Já ia noite adentro, não que fosse tarde,
Pois o tempo pára quando a rosa se abre
E no silêncio da noite, só silêncios...

Como se dissesse sim e não,
Onde eu, o vento, a misturar teu pólen,
Atordoado, um pouco perdido...

Como se não fosse verdade,
Que a rosa dos ventos acordasse molhada...

(©By Adilson S. Silva)
Foto: Todos os Caminhos 

http://www.youtube.com/watch?v=_I17I6mRgec

Todos os Caminhos, 
Minha raiz, sementes de carvalho,
Sementeira, serpenteia
Todos os caminhos que andei...

Meus sonhos, lugar do pensamento
E desejos, searas loucas em movimento,
Do meu céu tocando a terra...
O amor, os caminhos e eu...

A noite vai sem lua...
Escura, marcas de todas as ausências,
Vidas mortas num retrato ou,
Cicatriz funda da memória.

Lenda perdida, mistério a desvendar...
Deixa-me sonhar, à procura 
Da inútil verdade do nada

Pois,
Todos os caminhos dão no mesmo lugar

(©By Adilson S. Silva)
http://www.youtube.com/watch?v=_I17I6mRgec

Todos os Caminhos,
Minha raiz, sementes de carvalho,
Sementeira, serpenteia
Todos os caminhos que andei...

Meus sonhos, lugar do pensamento
E desejos, searas loucas em movimento,
Do meu céu tocando a terra...
O amor, os caminhos e eu...

A noite vai sem lua...
Escura, marcas de todas as ausências,
Vidas mortas num retrato ou,
Cicatriz funda da memória.

Lenda perdida, mistério a desvendar...
Deixa-me sonhar, à procura
Da inútil verdade do nada

Pois,
Todos os caminhos dão no mesmo lugar

(©By Adilson S. Silva)

Risos e Rostos

Sem mais motivos, escrevo versos...
De repente poema e eu nos fundimos no mesmo ar,
Povoando o mesmo céu, para tocar-te,
Ainda que ignores...


Entre o sono e vigília sonhei-te,
Inventei outras maneiras de supor uma noite inteira
Em que não fosses apenas um corpo entre meus dedos...
Minhas palavras cheias de ar silenciaram-se.

A distância é um perigo para um coração sem lembranças,
Mas, agora é tarde... Para um poema de silêncios,
Onde restam uma promessa desfeita
E uma cama vazia... De risos e rostos...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nascente...

Toco tua vida de frente, nas horas de tuas noites...
E não sou mais que um mar que toca a areia,
Quando tu fechas os olhos e podes senti-lo,
Mas não podes bebê-lo, porque não mata a tua sede...

Um passado insuportavelmente branco e puro,
Não salva uma alma desse abismo
Sem palavras, que é o amor,
Quando a pele é o limite de uma paixão...

Se tua pele tem fome de outros olhos,
Então serei água nascente de outras fontes.
Para que me bebam, enquanto tenham sede.

Então, voltarei a ser mar,
Guardando o sal do meu rosto,
Depois de uma noite de amor!!!

(©By Adilson S. Silva)

Versos soltos...Versos sueltos... Blankverse...

E tu, temerosa ante as sombras.
Evitas caminhar pela luz...
O amor é tão breve... A vida é tão breve!

Não tenho nada para oferecer-te.
Nenhuma verdade, apenas um verso solto,
Que oscila entre o sim e o não...

Que habita um mundo de letras no papel,
Ainda que não saiba o que fazer,
Com tanto mundo... Com tantas letras!

O que vem depois são só contingências:
Um homem,
Uma mulher...

(©By Adilson S. Silva)

Versos sueltos...

Y Tu, temerosa ante de las sombras.
Evitas caminar por la luz...
El amor es tan corto... La vida es tan corta!

Yo no tengo nada que ofrecerte.
Ninguna verdad, sólo un verso suelto,
Que oscila entre el sí y el no...

Que habita el mundo de las letras en el papel
A pesar de que no saber qué hacer,
Con tanto mundo... Con tantas letras!

Lo que sigue después son sólo contingencias:
Un hombre,
Una mujer...

(© Por Adilson S. Silva)


Und Du, ängstlich vor den Schatten,
Vermeidest, durch das Licht zugehen...
Die Liebe ist so kurz... Das Leben ist so kurz!

Ich habe nichts, dich zubieten.
Irgendeine Wahrheit, nur ein Blankvers,
Der ,Dassdarunter das ja und das nicht, oszilliert...

Dass im Papier einegelehrte Welt bewohnt,
Obwohl  nicht weiß, was zumachen,
Mit so viel Welt... Mit so vielen Briefen!

Das, was spatter kommt,sind alleine Eventualitäten:
Ein Mann,
Eine Frau...
(© bei Adilson S. Silva)