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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Desencontros...

Teus olhos noturnos
Navegam meus sonhos e,
Desembarcam no meu leito frio...


Repousam ali, onde nada espero
Além de um travesseiro vazio...

O relógio marca as mesmas horas,
Desde nosso último encontro...

Mas o tempo deu tantas voltas,
Que já me esqueci de teus beijos...

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Abstrações...

Como pintura,
Teu retrato exalava teu cheiro e,
Teu corpo desnudo, desejos...
Tua alma descansava feliz...

Teu corpo nu me fazia
Sorrir para teu sorriso no rosto,
Ouvindo tua voz que falava
Nas minhas lembranças...

Teu retrato era teu carinho,
Ultima pintura de um corpo
Aquecido de amor...

Teu retrato sempre foi uma saudade,
Pendurado na parede...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 25 de agosto de 2012

Secret of Life

O bom da vida é ser feliz.
É poder ver a beleza das coisas que nos habitam,
Mesmo que elas não sejam belas todos os dias...

O bom da vida é ter filhos
E fazer o que pode ser feito pelos filhos
E, entender que eles crescem e vão pela vida...

O bom da vida é saber que se morre,
Assim pode-se viver com mais calma,
Sem pressa de chegar...

Pois a morte é uma certeza
Totalmente incerta... Totalmente incerta,
Para quem, a vida não acabou ontem...

(©By Adilson S. Silva)

Aquelas tardes...

Uma viagem pelas tardes de céu,
Passeando do azul a azul claro,
Terminando no mar de nossa infância...

Sim, o céu sempre terminava no mar,
Num encontro possível, como o nosso,
Ali no horizonte, onde tudo é longe e perto.

As barcarolas eram tragadas pelo céu
Ou pelo mar, não posso precisar,
Mas sei que desapareciam num sonho suspenso,

Pelo brilho de um olhar, fazendo o mundo girar,
Num beijo sonhado, entre céu e mar,
Que eu não te roubei... Que eu não te roubei...
Palavras que me entristecem...

(©By Adilson S. Silva)

Mais saudades...

Uma saudade vadia
Dormirá contigo esta noite, silenciosa,
Como todos os silêncios que vêm de ti...

Adormecerá teus olhos de desejo
E todo este amor, num só golpe,
Na vã procura de tua boca por um beijo...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma carta de amor...

Eu queria tuas mãos nas minhas
Para que juntos escrevêssemos
Uma carta de amor...

E, que por um instante as palavras
Se alternassem, entre o amado e o amante,
Sem nenhum pudor...

Sem pontos, vírgulas, reticências,etc.
As mãos cúmplices seguiriam,
Escreveriam juntas as nossas vidas de sonhos,
Nossas angústias, nossas dores, nossos amores,

Assim,
As minhas mãos e as tuas mãos
Saberiam o que escrever,
Quando chegassem ao ponto final,
Num beijo combinado pelos gestos ...
Ou num aperto de mãos...
Um suspiro ...adeus

(©By Adilson S. Silva)

Avesso

Trago os ventos em minhas mãos,
Num desejo de amar os teus olhos:
Dize-me se tu suportas um furacão.

E, meus desejos nos teus olhos refletidos
São luzes que incendeiam a alma:
Dize-me se tu suportas minha alegria...

Na palavra prolongada num verso,
Que não posso dizer-te,
Ou avesso... Ou o próprio caos.


(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ama-me

Ama-me, sem que me entendas,
Porque entender-me é difícil.
Surpreende-me
Com essas coisas que parecem tolas,
Porque não existe nada óbvio no amor.

Não te escrevo nenhuma carta de amor,
Mas te existo num poema,
Quando salto cego para o próximo verso
E invento um sonho,
Onde, por um momento, tudo é verdadeiro.

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Instantes...

A vida vai vazia,
Pintada em tela, mas não revela,
O que o coração vela...

Triste!
O coração entristece,
O corpo adoece...

Ouça a metade da tua alma,
Que é do mundo,
Do céu, da terra, do mar...

Abraça o que existe;
A areia, o tempo, a árvore, a chuva,
Cubra o coração inteiramente,

...ou se preferires,
Continue ouvindo soluços...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 19 de agosto de 2012

Divagaciones II

Há um olhar
No escuro brilho da noite,
Enfeitada de vagalumes...

Uma melodia de mel e veneno
Sussurrada em palavras amargas,
Marca o pirilampiar dos vagalumes...

Esse brilho impreciso do teu olhar
Nada diz, nada diz...

Escurece o sonho, que adormece
Aos murmúrios desse mar sereno

(©By Adilson S. Silva)

Sem Mas...

Nenhuma lua, nenhuma estrela
Somente o beijo em tua rosa vermelha
Mundana
E um par de lábios como companhia...

Nesse movimento que as ondas fazem,
O amor é irrupção sobre a areia...
Molhada, suada,

Um perder-se na sua própria esquisitice,
Como um sinal de fogo num abismo,
Que tua rosa vermelha tolamente abrasa...

Com um gosto de sal...
Uma boca latejante
E um par de lábios como companhia...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 18 de agosto de 2012

Girassóis...

É imprescindível um girassol,
Para amar as rosas dálias em silêncio...
E descobrir que é preciso ser só,
Para estar a dois...
Não se combina um encontro:

Acontece !

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Paciência

O tempo se esconde na chuva,
Segue preguiçosamente lento
Enquanto a natureza descansa.

As goteiras dos beirais marcam o compasso
Da chuva dançando ao vento,
Caindo mansa no telhado...

A chuva esconde o sol,
Como tu, teus pensamentos.
E, teus desejos o arco-íris revela,

Como tudo o que vai detrás das nuvens:
O Vento, o sol, o tempo e,
Palavras que a chuva fala – Paciência

(©By Adilson S. Silva)

Paraty

(últimos versos)
Um poema para todos e para ninguém

A poesia nasce com traços delicados,
Como um vaso de flores, guardando a tua ternura...
Estas flores em teus olhos, teu corpo alegre e tua voz,
Anunciam um lindo dia,contente,

Em que acordas, tal como fada de carne e osso,
Cheirando a rosas e orvalho nos lábios...
Meu sol persistente ilumina teus olhos e teu jardim
E, teu amor sem endereços
Desconhece esses universos de mim...

(©By Adilson S.Silva)

sábado, 11 de agosto de 2012

Sem falar de amor...

Não falávamos de amor,
Mas saiba que
‘Eu te amo’ como ‘tu me amas’...

Amo as palavras de amor, que brotam
Nos versos que florescem e caem
Como folhas de outono e,
Fecundam o amor...

Como não amar o amor?
O amor acontece por si e em si,
Transforma o silencio enamorado,
Em palavras embriagadas
Pelo impossível de dizer...

E o que era corpo, já não é nada,
Nada que caiba em palavras,
Só estranhamento, encanto
E o sem sentido no dizer
‘Lembra que te amo’

(©By Adilson S. Silva)

Ayer tuve la "buena fortuna" de encontrarme con este bellísimo poema de Adilson Shiva...
Tan bello que quiero reproducirlo en su letra original (portugués).
Y me atreví a traducirlo al español porque aun en otra letra conserva su belleza.
Como diría Alain Badiou, un Elogio al amor...
Un amor cuyo decir y la contingencia del encuentro demuestran y se sostienen de un imposible en el decir.
Paula Contreras
Sin hablar de amor...

No hablábamos de amor,
Pero sepas que
"Yo te amo" como "tú me amas"...

Amo las palabras de amor, que brotan
En los versos que florecen y caen
Como hojas de otoño y,
Fecundan el amor...

Cómo no amar el amor?
El amor acontece por sí y en sí
Transforma el silencio enamorado,
En palabras embriagadas
Por lo imposible de decir...

Y lo que era cuerpo, ya no es nada,
Nada que quepa en palabras
Sólo extrañamiento, encanto
Y el sin sentido en el decir
"Recuerda que te amo"

Adilson S. Silva

(versión en español por Paula Contreras )

Beija-flor

Sinto que meus olhos viajam
Junto com meus pensamentos,
Quando busco teus olhos,

Janelas da tua alma...

Canto uma canção para que ouças,
Mesmo distante como a primavera
E os meus beijos viajam quentes
Como ventos de verão...

Para beijar-te...
Para beijar-te...

(©By Adilson S. Silva)

Um segundo

Amar-te-ei só por um segundo da eternidade...
No silêncio de um sonho...
Essas noites escuras e o murmúrio do vento,
Enchem minhas palavras de loucura
E não durmo sem dizer “eu te amo”...

As palavras originárias do vento
Pronunciam teu nome sussurrado,
Na brevidade do tempo, só palavras.
Deixam o desejo em silêncio e esse
Relógio, louco, parado,

Marcando essas horas mortas e antigas,
Desde o momento que te conheci e, sabem
Que não durmo sem dizer “eu te amo”...
Amar-te-ei só por um segundo, da eternidade,
E pronunciarei teu nome distante,

Meu amor...
Por um segundo, da eternidade

(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Um poema perdido...

Teu sorriso e ternura,
Leves, coloridos como a água-marinha,
São palavras cobiçadas pelos meus lábios e,

Um poema derramado
Em versos de amor sobre teu corpo
Quer dizer ‘eu te amo’...

O poeta, teu descobridor perdido,
Ao se perder, te encontrou,
Na distância, porto dos náufragos!

(©By Adilson S. Silva)

Poemas de invernos

Essas tardes cheias de tristezas,
Na solidão das solitárias horas do crepúsculo,
Tão costumazes de ti, choram tua ausência...

Motivo dessas mãos que procuram teu corpo
Escrever poemas de invernos, nascidos ao vento
Como gemidos em confidências...

Distantes palavras que não te alcançam
Interpretadas ou não entendidas
Tais como o frio, solitário tormento

(©By Adilson S. Silva)

Infinitamente ...

Dura o infinito do teu suspiro,
Meus braços no teu abraço.
E, os olhos se encontram, num olhar
Que nada vê, além da vertigem...

Velada pelo cetim que cobre
Aquilo que o amor almeja...

Dura um ai... Ou talvez uma noite
Ou ainda um sonho:
Não o que o corpo sente,
Mas o que a alma deseja...

infinitamente...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sonhos...

Teu nome, palavra que amanhece
Sobre meu travesseiro, por onde navegam
Meus sonhos, acordado...

E, meu nome marca teu corpo em letras
Tal como água de rio, rumo ao mar,
Buscando o sal do teu corpo...

Em teu ventre, ainda primavera,
Deposito flores em pétalas,
E tu recordarás nunca e sempre:

...O significado do meu silencio...
Preso na minha boca e lábios
Num beijo...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 5 de agosto de 2012

Quando dizes ‘eu te amo’


Suave é a bela música de tuas palavras,
Quando dizes ‘eu te amo’ e desperta teu fogo feminino,
Exalando essência de rosas...

Que o vento traz, em brisa leve,
Toma meu corpo, meu coração,
E meu peito de pedra, vai do frio ao fogo...

Furta-me a chave do sossego
A palavra falta, o silêncio é um jogo
E o infinito, pura invenção...

(©By Adilson S. Silva)

Divagações VIII

Teus olhos refletem a luz da lua.
Tua pele macia em tua carne quente
É chama, fogo e luz que te envolve.

Pele nua, tal como vinho envelhecido
Sabor de chama, corpo incandescente
Vertigem por entre estrelas...

Amar-te é uma viagem, puro desejo,
queimando nas curvas do teu corpo
Até chegar ao beijo...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 4 de agosto de 2012

A mesma noite...

Ouvir a imensa e mais profunda noite
Estelar, habitada por mistérios e amantes,
Quando o silêncio procura
Pela sua voz, seu corpo e o infinito dos seus olhos
Tão pertos e tão distantes...

Essa imensa noite escura, recordando sua boca
Com olhos noturnos que sonham e se fecham,
Para não esquecer seus beijos,
Insiste, teima em versos

Que caem na alma do poeta,
Para fazer do amor,
Um só fogo e duas chamas,
Esse amor que nos queima...

(©By Adilson S. Silva)

Simplesmente Sol...

O sol nasce todas as manhãs...
Seus raios, como um beijo caído
Dos lábios teus, me tiram o fôlego
Como se fora a fúria do reencontro
De um amor escondido na noite...

Empresto teus olhos para ver-me
Extasiado na luz que teu corpo irradia e,
No teu ver descubro como é lindo viver,
Esperando um beijo caído dos lábios teus,
Derramados em mim como raios de sol,

(To be continued)

(©By Adilson S. Silva)

Desejos...

O mar sempre pinta uma paisagem,
Às vezes uma vela ou
O voo de uma gaivota ao acaso.

Desvela os teus silêncios,
Como o silencio das estrelas
E todos os suspiros que pousam no teu peito...

O brilho do teu olhar
Teus desejos, entre o fogo, água e brumas,
Navegam em garrafas e me chegam aqui,
Coroados de espumas...

(©By Adilson S. Silva)

Distâncias

Meu sonho em teu sonho era
Irmos juntos pelas águas do tempo
Contando verões e primaveras...

O tempo acumula saudades,
Saudades vagas, de vagas horas
Que o inverno amplia, quando o sol se põe.

Invernos tão frios, tão duros
Invadem almas, signos da noite, saudades,
Mas não encurtam distâncias

(©By Adilson S. Silva)

Quase uma crônica...

Contando meus anos velhos,
Vejo que meu tempo tornou-se escasso,
Mas minha alma sem pressa, não quer chegar.


O doce peso dos meus anos
Sugere a demorar-me nas coisas:
No abraço, no olhar,
A ter paciência para ouvir causos
E a não contar mais o tempo
Que o sinal da esquina
Leva para ir do vermelho ao verde,
Não importa o tempo, tem um mar ao fundo
E brinco de contar ondas,
Porque elas também não têm pressa.

Sigo viagem, já estou na praça
Tomo um café ,
sento no banco da praça,
Passeio calmamente, com olhos,
Observo os passantes apressados...
E os pombos.
Só eles sabem que estou ali...
Só eles sabem...
Contando meus velhos anos...

(©By Adilson S. Silva)