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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Desencanto ...



Hoje te reli em muitas das minhas palavras,
Essas que se perderam de ti.
Uma nova me surgiu: desencanto,
E uma tristeza que nunca senti


Desencanto…

Hoy te releí en muchas de mis palabras,
Esas que se perdieron de ti.
Me surgió una nueva: desencanto,
Y una tristeza que yo nunca sentí…

(Adilson Shiva)

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A SABOTAGEM DAS ELITES.


O Brasil sempre foi um país retrógrado!
Nunca caminhou na mão das modernizações, a não ser por breves momentos, como foram as décadas de 50 e a primeira do século 21, para depois cair num obscurantismo;
Roberto Schwarz, crítico literário e professor de Teoria Literária brasileira, especialista em Machado de Assis, hoje já aposentado, ao comentar a década de 50, especialmente o ano de 1958 diz:” o Brasil estava irreconhecivelmente inteligente”.
Na década seguinte veio o golpe!
Na virada do século o Brasil simbolizava e apontava para um admirável mundo novo, como noticia o portal da “Isto É” em 26/12/11:
“O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou a 6ª maior economia do mundo, de acordo com dados do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pelos resultados. A crise bancária de 2008 e a consequente recessão foram os pivôs da queda britânica, que pela primeira vez é ultrapassada por um país sul-americano no ranking das maiores economias do planeta, informam nesta segunda-feira (26) os jornais The Guardian e Daily Mail.”

Todos acreditavam que o Brasil seria um dos países mais bem sucedidos do século XXI, aí vem o golpe de 2016 e a direita no poder com Bolsonaro. Todos se esquecem que o governo da ditadura entregou o governo em 1985 quebrado, com uma inflação de 239% ao ano (eram 92% quando derrubaram o Jango em 1964)
O estrago vai ser grande, quem viver verá!

(Adilson Shiva)

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Não apague o sol ...


(Carta ao desamor)

Não, não apague o sol dentro de mim
Não quero que anoiteça,
Não estou pronto para dormir ...

Não me faça escrever um poema triste
Não sei escrever com pressa, pelo menos
Não conscientemente, justo
Nesse momento que o amor
Está para morrer ...

Quero primeiro desaprender a luz do dia,
Reconhecer que a ingenuidade, há muito a perdemos
E que todas as palavras ditas, foram duras e frias,
Não, não apague o sol dentro de mim ...


No apague el sol…
(Carta al desamor)

No, no apague el sol adentro mío,
No quiero que anochezca,
No estoy listo para dormir…

No me haga escribir un poema triste,
No sé escribir con prisa, al menos
No de manera consciente, justo
En ese momento que el amor
Esta para morir…

Quiero primero desaprender la luz del día,
Reconocer que la ingenuidad hace mucho la perdimos
Y que todas las palabras dichas fueron duras y frías,
No, no apague el sol adentro mío…

(Adilson Shiva)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Eternidades…


Sou como vou sendo,
Sigo dizendo versos sem nenhuma cor.
Gostaria de nos dar a eternidade de uma noite
Em meio ao vento que nos levasse para longe,
Onde nunca estivemos ou a chuva que nos molhasse
Para depois secar, e que eu pudesse beijar seus lábios,
Ao amanhecer, quando você se for...

Eternidades...

Soy como voy siendo,
Sigo diciendo versos sin ningún color.
Quisiera entregarnos la eternidad de una noche
En medio al viento que nos lleváse lejos,
Donde nunca estuvimos o la lluvia que nos mojáse
Para después secar, y que yo pudiera besar tus labios,
Al amanecer, cuando te fueres…

(Adilson Shiva)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A morte pode esperar...

(Para Luís Inácio Lula da Silva)

É no coração que morremos.
É onde a morte habita.
A morte de quem é querido para nós
É como uma amputação, é inominável,
É necessário chorar, gritar, abraçar os mortos e os vivos,
Dizer o quanto dói a perda, quando perdemos
uma parte de nós.


A morte pode esperar porque teu nome
Assombra os cretinos, as armas que eles detêm
São o descaramento e a crueldade.
Eles negaram teu choro, tua voz e teu último abraço
É por isso que nós te abraçamos ...

La muerte puede esperar…
(a Luís Inácio Lula da Silva)

Es en el corazón que morimos.
Es ahí donde la muerte habita.
La muerte de quien nos es querido
Es como una amputación, es innombrable,
Es necesario llorar, gritar, abrazar el muerto y los vivos,
Decir lo cuanto duele la pérdida, cuando perdemos
una parte de nosotros.

La muerte puede esperar porque tu nombre
Asombra a los cretinos, las armas que ellos detienen
Son el descaramiento y la crueldad.
Negaron tu lloro, tu voz y tu último abrazo
Es por ello que nosotros te abrazamos…

(Adilson Shiva)

domingo, 27 de janeiro de 2019

É a lama...é a lama....

Deus já não se ocupa com as coisas do Brasil, é muita lama...

Dios ya no se ocupa com las cosas de Brasil, es mucha lama...

(Adilson Shiva)

domingo, 20 de janeiro de 2019

Não será tarde demais? ...



Sabe-se que a poesia protege a lucidez
Dos seres falantes, porque poeticamente
Habita-se nessa terra ...
Todavia um poeta precisa escrever sobre a inutilidade
das palavras hoje.

Os artifícios de dominação são inventados
pelos adereços que usam a retórica de sempre
E, mesmo que a lembrança surpreenda, o silêncio e a euforia
Do imbecis confundem ou apagam o entendimento de
fatos da história ...

¿No será muy tarde?...

Es sabido que la poesía protege la lucidez
De los seres hablantes, porque poéticamente
Habitase en esa tierra…
Todavía un poeta necesita escribir acerca de la inutilidad
de las palabras hoy día.

Los artificios de dominación son inventados
por los aderezos que usan la retórica de siempre
Y, mismo que la memoria sorprenda, el silencio y la euforia
de los imbéciles confunden o apagan la comprensión de los
hechos de la historia…

(Adilson Shiva)