Tempo , tempo , tempo
Arrasta-me , leva-me contigo
às profundezas do tempo
passado, presente antigo
Se o que tu fazes hoje
Tempo, tempo, tempo
É reclamar o tempo perdido
Tempo, tempo, tempo
Marcas do tempo preciso
no teu rosto e teus cabelos
Tempo, tempo, tempo
Mas o tempo é um sorriso
e a saudade é um abraço
Nas cartas de um amigo
Tempo, tempo, tempo
Não há tempo perdido
(©By Adilson S. Silva)
Saudades ... Psicanálise poesia , poemas , poetry , poems, poésie, poémes, 詩, Poesie, gedichte, Poesi,Поэзия,
terça-feira, 5 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
A QUALQUER TEMPO
Minha linda Juventude
Flauta , noites e sons
Luas , orvalhos
E o campos cobertos
Por cristais de gelo...
As montanhas
e o infinito do tempo
a colorir o que era novo
Numa calça jeans desbotada
cabelos ao vento
e o som dos vales...
Admirando o Ipê que floria
Entao,
Fale-me do tempo
Da chuva e do frio...
A qualquer tempo.
(©by Adilson S. Silva)
Flauta , noites e sons
Luas , orvalhos
E o campos cobertos
Por cristais de gelo...
As montanhas
e o infinito do tempo
a colorir o que era novo
Numa calça jeans desbotada
cabelos ao vento
e o som dos vales...
Admirando o Ipê que floria
Entao,
Fale-me do tempo
Da chuva e do frio...
A qualquer tempo.
(©by Adilson S. Silva)
domingo, 27 de maio de 2012
Contingências
Inventando palavras ...
Para dizer distancias
Desdizer silêncio
Refazer o amor
Inventando o amor
Para dizer palavras
Inventando saudades
Silenciando a dor
(@ by Adilson S. Silva)
Para dizer distancias
Desdizer silêncio
Refazer o amor
Inventando o amor
Para dizer palavras
Inventando saudades
Silenciando a dor
(@ by Adilson S. Silva)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Coisas
Minha cabeça imaginando coisas
Sabe lá, sabe lá
Poeira, pé de vento, ventania
Ou remanso, água de rio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Fazendo e desfazendo
Nós ...
Minha cabeça imaginando coisas
Sabe lá, sabe lá
Ladeira ,ribanceira, agonia
Laço ou fêmea no cio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Coisas, corpo só
Voz...
(©By Adilson S. Silva)
Sabe lá, sabe lá
Poeira, pé de vento, ventania
Ou remanso, água de rio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Fazendo e desfazendo
Nós ...
Minha cabeça imaginando coisas
Sabe lá, sabe lá
Ladeira ,ribanceira, agonia
Laço ou fêmea no cio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Coisas, corpo só
Voz...
(©By Adilson S. Silva)
terça-feira, 22 de maio de 2012
Uma Canção
Quero escrever uma canção
Suave, breve, leve como a brisa
Que eu possa cantar como me convém...
Descaminhos e carinhos,
Pegadas que o tempo
Apagou , meu bem.
Poesia, Eu e voz,
Falando de lua e dos ventos,
Desses caminhos e lugares
Em que não estivemos nós.
Meu bem...
Quero escrever uma canção
Onde a saudade seja um lenço,
Um aceno, uma mão,
Meia noite, meio dia,
Tudo é contradição.
Um apito...
É o trem;
Ultima estação
(©By Adilson S. Silva)
domingo, 20 de maio de 2012
O outro
"O homem é o Sujeito, o Absoluto; ela é o Outro"(Simone de Beauvoir, O segundo Sexo , Difusão Européia do livro 4a. ed - 1970 p.10)
Esse outro é um Outro desde uma perspectiva filosofica levinasiana, porque desde Sócrates que se coloca a questão “o que é o homem?” , pergunta que atravessa toda a antropologia filosofica e que parece anular a
diferença(homem/mulher ) postulando uma unidade - a do ser humano.
Assim, o uso do termo “homem” para designar a totalidade dos humanos não perturbou a maior parte das pessoas. Também não perturbou os filósofos que até meados do século XX a usaram sem quaisquer problemas de consciência. Só que esta homogeneidade de designação não é inocente. No que diz respeito à filosofia ela significa um modelo que se impõe, um modelo masculino pois foi pensado por homens e teve os homens como destinatários. Face a tal modelo a mulher aparece como desviante, ou numa hipótese mais moderada como diferente ou como “outro”.
Esta comunicação debruça-se sobre o modo como os filósofos entenderam a mulher e o feminino, pretendendo mostrar que conceber a mulher como “o outro” não é necessariamente uma teoria ética e politicamente incorreta. Só o é quando se reveste de uma conotação pejorativa em que o outro tende a ser secundarizado, ou discriminado ou simplesmente anulado. Esta atitude se manteve durante muito tempo na tradição filosófica com o contributo ou pelo menos com a aquiescência dos filósofos.
Mas , a Simone de Beauvoir, que era filosofa , contesta isso dizendo:
Essa idéia foi expressa em sua forma mais explícita por E.Levinas em seu ensaio sobre Le Temps et l'Autre. Assim se exprime êle: "Não haveria uma situação em que a alteridade definiria um ser de maneira positiva, como essência? Qual é a alteridade que não entra pura e simplesmente na oposição das duas espécies do mesmo gênero? Penso que o contrário absolutamente contrário, cuja contrariedade não é em nada afetada pela relação que se pode estabelecer entre si e seu correlativo, a contrariedade que permite ao termo permanecer absolutamente outro, é o feminino.
O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma
contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se nc feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".
Suponho que Levinas não esquece que a mulher é igualmente consciência para si. Mas é impressionante que adote deliberadamente um ponto de vista de homem sem assinalar a reciprocidade do sujeito e do objeto. Quando escreve que a mulher é mistério, subentende que é mistério para o homem. De modo que essa descrição que se apresenta com intenção objetiva é, na realidade, uma afirmação do privilégio masculino.O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se no feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".
Esse outro é um Outro desde uma perspectiva filosofica levinasiana, porque desde Sócrates que se coloca a questão “o que é o homem?” , pergunta que atravessa toda a antropologia filosofica e que parece anular a
diferença(homem/mulher ) postulando uma unidade - a do ser humano.
Assim, o uso do termo “homem” para designar a totalidade dos humanos não perturbou a maior parte das pessoas. Também não perturbou os filósofos que até meados do século XX a usaram sem quaisquer problemas de consciência. Só que esta homogeneidade de designação não é inocente. No que diz respeito à filosofia ela significa um modelo que se impõe, um modelo masculino pois foi pensado por homens e teve os homens como destinatários. Face a tal modelo a mulher aparece como desviante, ou numa hipótese mais moderada como diferente ou como “outro”.
Esta comunicação debruça-se sobre o modo como os filósofos entenderam a mulher e o feminino, pretendendo mostrar que conceber a mulher como “o outro” não é necessariamente uma teoria ética e politicamente incorreta. Só o é quando se reveste de uma conotação pejorativa em que o outro tende a ser secundarizado, ou discriminado ou simplesmente anulado. Esta atitude se manteve durante muito tempo na tradição filosófica com o contributo ou pelo menos com a aquiescência dos filósofos.
Mas , a Simone de Beauvoir, que era filosofa , contesta isso dizendo:
Essa idéia foi expressa em sua forma mais explícita por E.Levinas em seu ensaio sobre Le Temps et l'Autre. Assim se exprime êle: "Não haveria uma situação em que a alteridade definiria um ser de maneira positiva, como essência? Qual é a alteridade que não entra pura e simplesmente na oposição das duas espécies do mesmo gênero? Penso que o contrário absolutamente contrário, cuja contrariedade não é em nada afetada pela relação que se pode estabelecer entre si e seu correlativo, a contrariedade que permite ao termo permanecer absolutamente outro, é o feminino.
O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma
contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se nc feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".
Suponho que Levinas não esquece que a mulher é igualmente consciência para si. Mas é impressionante que adote deliberadamente um ponto de vista de homem sem assinalar a reciprocidade do sujeito e do objeto. Quando escreve que a mulher é mistério, subentende que é mistério para o homem. De modo que essa descrição que se apresenta com intenção objetiva é, na realidade, uma afirmação do privilégio masculino.O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se no feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".
terça-feira, 24 de abril de 2012
Amizade
Naqueles dias nublados e tristes,
Quando um gosto de sei lá o quê,
Talvez melancolia, não sei...
Tomar conta de ti
Invadir teu dia...
Estarei ai pertinho
Se tu precisares de companhia.
Nos dias ensolarados,
Quando a vida pulsa
Eu venho, venho sim
Venho também
Em espírito,
Onde, aliás,
Sempre me encontras...
(@by Adilson S. Silva)
Quando um gosto de sei lá o quê,
Talvez melancolia, não sei...
Tomar conta de ti
Invadir teu dia...
Estarei ai pertinho
Se tu precisares de companhia.
Nos dias ensolarados,
Quando a vida pulsa
Eu venho, venho sim
Venho também
Em espírito,
Onde, aliás,
Sempre me encontras...
(@by Adilson S. Silva)
(In)Decisão...
O tempo não tem pressa
Não faz promessas
O Tempo sabe,
O que acaba
Quando acaba...
No silêncio
O tempo não se cala,
Fala,
O que deseja
E aonde quer chegar...
Sei lá,
Cuide bem do que é seu,
Só se sabe o que se perde,
Bem depois que se perdeu...
(@by Adilson S. Silva)
terça-feira, 17 de abril de 2012
Bem vinda!
Bem vinda!
Sobre o amor - Mais ainda ...
(...Uma canção para os que amam o amor
quando chega e quando se vai
... mesmo assim amar vale a pena...amar.)
Quando você apareceu
Não me dei conta,
Que ia amar demais da conta,
Contar as horas pra lhe ver.
O que era tão pequeno,
Virou chama a incandescer,
Transformou-se em amor pleno,
E não parou mais de crescer.
Bem vinda, bem linda!
Para os meus braços.
Esperei sempre seus abraços,
Para escrever essa canção.
O amor ocupa espaços,
Invade, tem mil braços,
Ateia fogo, faz clarão.
(@by Adilson S. Silva)
Sobre o amor - Mais ainda ...
(...Uma canção para os que amam o amor
quando chega e quando se vai
... mesmo assim amar vale a pena...amar.)
Quando você apareceu
Não me dei conta,
Que ia amar demais da conta,
Contar as horas pra lhe ver.
O que era tão pequeno,
Virou chama a incandescer,
Transformou-se em amor pleno,
E não parou mais de crescer.
Bem vinda, bem linda!
Para os meus braços.
Esperei sempre seus abraços,
Para escrever essa canção.
O amor ocupa espaços,
Invade, tem mil braços,
Ateia fogo, faz clarão.
(@by Adilson S. Silva)
Ausências
Quando não estás
Esse lugar tão vazio,
Mansidão, silencio e frio,
Nesse lugar tão deserto...
Um nada sem sentido.
Os caminhos são incertos
Nossa casa desabrigo
Nosso abrigo só ausência.
Quando não estás
Cores cinza triste,
Sem sabor, sem essência.
Só saudades,
Como companhia
Do que agora sou...
Quando não estás...
(@by Adilson S. Silva)
Esse lugar tão vazio,
Mansidão, silencio e frio,
Nesse lugar tão deserto...
Um nada sem sentido.
Os caminhos são incertos
Nossa casa desabrigo
Nosso abrigo só ausência.
Quando não estás
Cores cinza triste,
Sem sabor, sem essência.
Só saudades,
Como companhia
Do que agora sou...
Quando não estás...
(@by Adilson S. Silva)
domingo, 15 de abril de 2012
Noites frias
A sua ausência é um retrato,
Pendurado na parede
Que me lembra sempre
O hiato que fica,
O lugar do vazio,
A saudade é um fato
Que sua ausência revela...
...Pensamentos que já me ocupam
Mesmo antes da partida...
(@by Adilson S. Silva)
Pendurado na parede
Que me lembra sempre
O hiato que fica,
O lugar do vazio,
A saudade é um fato
Que sua ausência revela...
...Pensamentos que já me ocupam
Mesmo antes da partida...
(@by Adilson S. Silva)
sábado, 14 de abril de 2012
O beijo
Um beijo beijado
É sempre lembrado,
Seu gosto molhado,
Não acaba não tem fim.
O beijo começa
Sempre sem pressa,
As mãos se atravessam,
Roupas, peças no ar.
O beijo é o começo
E também fim.
O meio?
Ah! O meio são detalhes.
(@by Adilson S. Silva)
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