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sábado, 16 de junho de 2012

E agora?


A vida tem sempre um depois e um antes.
A qualquer tempo qualquer idade,
A travessia é o meio
O presente ,são instantes.

Neste momento,
O passado já é passado
O futuro já passou

Afinal, porque esperar por algo
Que de repente, acabou...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 12 de junho de 2012

(IN)Certezas

Eu não sei das estrelas,
Que iluminam o céu,
não tenho as certezas,
Que queres de mim.

Só sei das chuvas que caem
Pelos campos e serras
Onde respiro a brisa,
A alfazema do campo
O cheiro, a terra molhada...

No caminho,
A casinha de palha
Que me aquece a noite,
Sob as mesmas estrelas,
Luz que me ilumina.

Brisa leve, sopra o vento,
Traz-me o cheiro, a terra
E versos que me fecundam
O pensamento...

Por onde ando,
Por onde me sinto...

(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Noites e dias...

Entre o dia e a noite hesita o entardecer,
E o sol tímido de quase inverno se esconde da Lua.

A tarde cai e oscila pela brisa do mar,
Cujas ondas num vai e vem movem pensamentos...

Tudo que é visível é evanescente, transitório,
O que parece longe está perto,
O que parece perto esta longe.

E, as ondas pulsam no tempo
Apagam os rastros na areia,
As pegadas e seus nomes.

A tarde em seu olhar
Que se descobre agora,
Reflete a noite que já faz sombras,

E o poeta numa pausa,
Permanece e parte,
No silêncio que agora sou

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tempo, tempo, tempo

Tempo , tempo , tempo
Arrasta-me , leva-me contigo
às profundezas do tempo
passado, presente antigo
Se o que tu fazes hoje
Tempo, tempo, tempo
É reclamar o tempo perdido

Tempo, tempo, tempo
Marcas do tempo preciso
no teu rosto e teus cabelos
Tempo, tempo, tempo
Mas o tempo é um sorriso
e a saudade é um abraço
Nas cartas de um amigo

Tempo, tempo, tempo
Não há tempo perdido

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 2 de junho de 2012

A QUALQUER TEMPO

Minha linda Juventude
Flauta , noites e sons
Luas , orvalhos
E o campos cobertos
Por cristais de gelo...
As montanhas
e o infinito do tempo
a colorir o que era novo
Numa calça jeans desbotada
cabelos ao vento
e o som dos vales...
Admirando o Ipê que floria

Entao,
Fale-me do tempo
Da chuva e do frio...
A qualquer tempo.

(©by Adilson S. Silva)

domingo, 27 de maio de 2012

Contingências

Inventando palavras ...
Para dizer distancias
Desdizer silêncio
Refazer o amor

Inventando o amor
Para dizer palavras
Inventando saudades
Silenciando a dor

(@ by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisas

Minha cabeça imaginando coisas
Sabe lá, sabe lá
Poeira, pé de vento, ventania
Ou remanso, água de rio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Fazendo e desfazendo
Nós ...
Minha cabeça imaginando coisas
Sabe lá, sabe lá
Ladeira ,ribanceira, agonia
Laço ou fêmea no cio
E lá vai a vida correndo
Sem pressa
Coisas, corpo só
Voz...
(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Uma Canção


Quero escrever uma canção
Suave, breve, leve como a brisa
Que eu possa cantar como me convém...
Descaminhos e carinhos,
Pegadas que o tempo
Apagou , meu bem.

Poesia,  Eu e voz,
Falando de lua e dos ventos,
Desses caminhos e lugares
Em que não estivemos nós.

Meu bem...
Quero escrever uma canção
Onde a saudade seja um lenço,
Um aceno, uma mão,
Meia noite, meio dia,
Tudo é contradição.
Um apito...
É o trem;
Ultima estação
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 20 de maio de 2012

O outro

"O homem é o Sujeito, o Absoluto; ela é o Outro"(Simone de Beauvoir, O segundo Sexo , Difusão Européia do livro     4a. ed - 1970 p.10)

Esse outro é um Outro desde uma perspectiva filosofica levinasiana, porque desde  Sócrates  que se coloca a  questão “o que é o homem?” , pergunta que atravessa toda a antropologia filosofica e que parece anular a
diferença(homem/mulher ) postulando uma unidade - a do ser humano.
Assim, o uso do termo “homem” para designar a totalidade dos humanos não perturbou a maior parte das pessoas. Também não perturbou os filósofos que até meados do século XX a usaram sem quaisquer problemas de consciência. Só que  esta homogeneidade de designação não é inocente. No que diz respeito à filosofia ela significa um  modelo que se impõe, um modelo masculino pois foi pensado por homens e teve os homens  como destinatários. Face a tal modelo a mulher aparece como desviante, ou numa hipótese mais moderada como  diferente ou como  “outro”.

Esta comunicação debruça-se sobre o modo como os filósofos entenderam a mulher e o feminino, pretendendo mostrar que conceber a mulher como “o outro” não é necessariamente uma teoria ética e politicamente incorreta. Só o é quando se reveste de uma conotação pejorativa em que o outro tende a ser secundarizado, ou discriminado ou simplesmente anulado. Esta atitude se manteve durante muito tempo na tradição filosófica com o contributo ou pelo menos com a aquiescência dos filósofos.

Mas , a Simone de Beauvoir, que era filosofa , contesta isso dizendo:

Essa idéia foi expressa em sua forma mais explícita por E.Levinas em seu ensaio sobre Le Temps et l'Autre. Assim se exprime êle: "Não haveria uma situação em que a alteridade definiria um ser de maneira positiva, como essência? Qual é a alteridade que não entra pura e simplesmente na oposição das duas espécies do mesmo gênero? Penso que o contrário absolutamente contrário, cuja contrariedade não é em nada afetada pela relação que se pode estabelecer entre si e seu correlativo, a contrariedade que permite ao termo permanecer absolutamente outro, é o feminino.
O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma
contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se nc feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".

Suponho que Levinas não esquece que a mulher é igualmente consciência para si. Mas é impressionante que adote deliberadamente um ponto de vista de homem sem assinalar a reciprocidade do sujeito e do objeto. Quando escreve que a mulher é mistério, subentende que é mistério para o homem. De modo que essa descrição que se apre­senta com intenção objetiva é, na realidade, uma afirmação do privilégio masculino.O sexo não é uma diferença específica qualquer. . . A diferença dos sexos não é tampouco uma contradição. . . Não é também a dualidade de dois termos complementares, porque esses dois termos complementares supõem um todo preexistente... A alteridade realiza-se no feminino. Termo do mesmo quilate mas de sentido oposto à consciência".

terça-feira, 24 de abril de 2012

Amizade

Naqueles dias nublados e tristes,
Quando um gosto de sei lá o quê,
Talvez melancolia, não sei...
Tomar conta de ti
Invadir teu dia...
Estarei ai pertinho
Se tu precisares de companhia.
Nos dias ensolarados,
Quando a vida pulsa
Eu venho, venho sim
Venho também
Em espírito,
Onde, aliás,
Sempre me encontras...

(@by Adilson S. Silva)

(In)Decisão...


O tempo não tem pressa
Não faz promessas
O Tempo sabe,
O que acaba
Quando acaba...

No silêncio
O tempo não se cala,
Fala,
O que deseja
E aonde quer chegar...

Sei lá,
Cuide bem do que é seu,
Só se sabe o que se perde,
Bem depois que se perdeu...

(@by Adilson S. Silva)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Bem vinda!

Bem vinda!

Sobre o amor - Mais ainda ...

(...Uma canção para os que amam o amor
quando chega e quando se vai
... mesmo assim amar vale a pena...amar.)

Quando você apareceu
Não me dei conta,
Que ia amar demais da conta,
Contar as horas pra lhe ver.

O que era tão pequeno,
Virou chama a incandescer,
Transformou-se em amor pleno,
E não parou mais de crescer.

Bem vinda, bem linda!
Para os meus braços.
Esperei sempre seus abraços,
Para escrever essa canção.

O amor ocupa espaços,
Invade, tem mil braços,
Ateia fogo, faz clarão.

(@by Adilson S. Silva)