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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Vozes do tempo...


 

É uma ousadia acreditar conhecer

todos os seus nomes, tudo muda em sua escrita,

meu olhar, minha voz e minha memória...

 

A geografia de nossas vidas são os extremos,

a distância aumenta, nos intimida e nos distancia...

 

 

Voces del tiempo…

 

Es una osadía creer conocer

todos tus nombres, todo cambia en tu escritura,

mi mirada, mi voz y mi memoria…

 

La geografía de nuestras vidas son los extremos,

la distancia se alarga, nos intimida y nos aleja…

 

 

Adilson Shiva

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Quando chove...

 


Saúdo a chuva com um toque de tristeza,
Uma linguagem silenciosa...
O tempo que nos distancia e nos abraça
Dá voltas, mas não passa...
E tu nem vês que eu te espero

Cuando llueve...

Saludo la lluvia con un toque de tristeza,
Un lenguaje silencioso…
El tempo que nos aleja y nos abraza
Da vueltas, pero no pasa…
y tu ni siquiera ves que te espero.

Adilson Shiva

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Gratidão...

 




O permanente nesta vida é a gratidão dos cachorros.
Os cachorros são aqueles que nascem amando,
Nós.. passamos ao longo da vida aprendendo a amar...

Gratidud...

Lo permanente en esa vida es la gratitud de los perros.
Los perros son los que nacen amando,
Nosotros... pasamos al largo de la vida aprendiendo a amar...

Adilson Shiva

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Lampejos...

 


A poesia captura a brevidade e

o lampejo da palavra na vida cotidiana

de um mundo atordoado por estranhos discursos ...

Os poetas são loucos, são aqueles que ouvem o silêncio ...

 

Chispazos...

 

La poesía captura la brevedad y

el chispazo de la palabra en la cotidianeidad

de un mundo aturdido por discursos extraños…

Poetas son locos, son los que escuchan al silencio…

 

Adilson Shiva

sábado, 25 de dezembro de 2021

Flor de inverno...

 


A poesia começava a aprender na luz

Que entardecia teu rosto, e a escutar,

Como se possível fosse, o tremor de todo o azul...

 

Eras uma rosa de gelo.

Teu corpo transformou-se em ramo ou voz abraçada à terra,

Num jardim, onde tu dizias não desabrochar...

 

Lugar onde se forma a música dos corpos poéticos,

Onde se pode crer num corpo que nunca existiu,

Onde os dias vão e vêm nos olhos pingando saudades...

Por nada ou quase nada.

 

Mas, a música e seus silêncios

São como um punhal que sangra,

Uma voz, feito desgelo

...demasiadamente lento.

 

 

Flor de invierno ...

 

La poesía comenzaba a aprender a la luz

Que atardecía a tu rostro, escuchando

Como si posible fuera, el temblor de todo el azul ...

 

Eras una rosa de hielo.

Tu cuerpo se convirtió en una rama o una voz abrazando la tierra,

En un jardín, donde decías no florecer ...

 

Lugar donde se forma la música de los cuerpos poéticos,

Donde uno cree en un cuerpo que nunca existió

Donde los días van y vienen en los ojos goteando nostalgias ...

Por nada o casi nada.

 

Pero, la música y sus silencios

Son como un puñal que sangra,

Una voz hecho deshielo

…demasiado lento.

 

Adilson Shiva

sábado, 18 de dezembro de 2021

Os invisíveis ...

 


Então é Natal ...

Não sei o que é mais cinza,

Se a triste verdade do desamparo de uma vida,

se a paisagem desolada do seu olhar,

ou se a falsa felicidade que inunda os corações ...

 

 

Los invisibles…

 

Entonces es Navidad…

Yo no sé qué es más gris,

Si la triste verdad del desamparo de una vida

si el paisaje desolado de tu mirada,

o si la falsa felicidad que inunda corazones…

 

Adilson Shiva

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Sonhos…

 


Essa noite me dedicaste uma canção ,

Branca, azul, leve...

E, pudeste me amar aqui,

Com versos curtos, palavras breves.

No espaço de um suspiro ...

Adormeci!

 

Sueños…

 

Esa noche me dedicaste una canción,

Blanca, azul, leve…

Y, pudiste amarme aquí,

Con versos cortos, palabras breves.

En el espacio de un suspiro…

¡Adormecí!

 

Adilson Shiva