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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Abstrações...

Como pintura,
Teu retrato exalava teu cheiro e,
Teu corpo desnudo, desejos...
Tua alma descansava feliz...

Teu corpo nu me fazia
Sorrir para teu sorriso no rosto,
Ouvindo tua voz que falava
Nas minhas lembranças...

Teu retrato era teu carinho,
Ultima pintura de um corpo
Aquecido de amor...

Teu retrato sempre foi uma saudade,
Pendurado na parede...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 25 de agosto de 2012

Secret of Life

O bom da vida é ser feliz.
É poder ver a beleza das coisas que nos habitam,
Mesmo que elas não sejam belas todos os dias...

O bom da vida é ter filhos
E fazer o que pode ser feito pelos filhos
E, entender que eles crescem e vão pela vida...

O bom da vida é saber que se morre,
Assim pode-se viver com mais calma,
Sem pressa de chegar...

Pois a morte é uma certeza
Totalmente incerta... Totalmente incerta,
Para quem, a vida não acabou ontem...

(©By Adilson S. Silva)

Aquelas tardes...

Uma viagem pelas tardes de céu,
Passeando do azul a azul claro,
Terminando no mar de nossa infância...

Sim, o céu sempre terminava no mar,
Num encontro possível, como o nosso,
Ali no horizonte, onde tudo é longe e perto.

As barcarolas eram tragadas pelo céu
Ou pelo mar, não posso precisar,
Mas sei que desapareciam num sonho suspenso,

Pelo brilho de um olhar, fazendo o mundo girar,
Num beijo sonhado, entre céu e mar,
Que eu não te roubei... Que eu não te roubei...
Palavras que me entristecem...

(©By Adilson S. Silva)

Mais saudades...

Uma saudade vadia
Dormirá contigo esta noite, silenciosa,
Como todos os silêncios que vêm de ti...

Adormecerá teus olhos de desejo
E todo este amor, num só golpe,
Na vã procura de tua boca por um beijo...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma carta de amor...

Eu queria tuas mãos nas minhas
Para que juntos escrevêssemos
Uma carta de amor...

E, que por um instante as palavras
Se alternassem, entre o amado e o amante,
Sem nenhum pudor...

Sem pontos, vírgulas, reticências,etc.
As mãos cúmplices seguiriam,
Escreveriam juntas as nossas vidas de sonhos,
Nossas angústias, nossas dores, nossos amores,

Assim,
As minhas mãos e as tuas mãos
Saberiam o que escrever,
Quando chegassem ao ponto final,
Num beijo combinado pelos gestos ...
Ou num aperto de mãos...
Um suspiro ...adeus

(©By Adilson S. Silva)

Avesso

Trago os ventos em minhas mãos,
Num desejo de amar os teus olhos:
Dize-me se tu suportas um furacão.

E, meus desejos nos teus olhos refletidos
São luzes que incendeiam a alma:
Dize-me se tu suportas minha alegria...

Na palavra prolongada num verso,
Que não posso dizer-te,
Ou avesso... Ou o próprio caos.


(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ama-me

Ama-me, sem que me entendas,
Porque entender-me é difícil.
Surpreende-me
Com essas coisas que parecem tolas,
Porque não existe nada óbvio no amor.

Não te escrevo nenhuma carta de amor,
Mas te existo num poema,
Quando salto cego para o próximo verso
E invento um sonho,
Onde, por um momento, tudo é verdadeiro.

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Instantes...

A vida vai vazia,
Pintada em tela, mas não revela,
O que o coração vela...

Triste!
O coração entristece,
O corpo adoece...

Ouça a metade da tua alma,
Que é do mundo,
Do céu, da terra, do mar...

Abraça o que existe;
A areia, o tempo, a árvore, a chuva,
Cubra o coração inteiramente,

...ou se preferires,
Continue ouvindo soluços...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 19 de agosto de 2012

Divagaciones II

Há um olhar
No escuro brilho da noite,
Enfeitada de vagalumes...

Uma melodia de mel e veneno
Sussurrada em palavras amargas,
Marca o pirilampiar dos vagalumes...

Esse brilho impreciso do teu olhar
Nada diz, nada diz...

Escurece o sonho, que adormece
Aos murmúrios desse mar sereno

(©By Adilson S. Silva)

Sem Mas...

Nenhuma lua, nenhuma estrela
Somente o beijo em tua rosa vermelha
Mundana
E um par de lábios como companhia...

Nesse movimento que as ondas fazem,
O amor é irrupção sobre a areia...
Molhada, suada,

Um perder-se na sua própria esquisitice,
Como um sinal de fogo num abismo,
Que tua rosa vermelha tolamente abrasa...

Com um gosto de sal...
Uma boca latejante
E um par de lábios como companhia...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 18 de agosto de 2012

Girassóis...

É imprescindível um girassol,
Para amar as rosas dálias em silêncio...
E descobrir que é preciso ser só,
Para estar a dois...
Não se combina um encontro:

Acontece !

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Paciência

O tempo se esconde na chuva,
Segue preguiçosamente lento
Enquanto a natureza descansa.

As goteiras dos beirais marcam o compasso
Da chuva dançando ao vento,
Caindo mansa no telhado...

A chuva esconde o sol,
Como tu, teus pensamentos.
E, teus desejos o arco-íris revela,

Como tudo o que vai detrás das nuvens:
O Vento, o sol, o tempo e,
Palavras que a chuva fala – Paciência

(©By Adilson S. Silva)