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terça-feira, 2 de junho de 2015

Orfandade…


As noites com suas formas inacabadas
brincam com esse oceano de palavras órfãs
desde que partiste…

Quem ouvirá o silêncio quando todos dormem?
Herança do fugaz do amor…

(Adilson Shiva)



Orfandad…
Las noches con sus formas inacabadas
juegan con ese océano de palabras huérfanas
desde que partiste…

¿Quién oirá el silencio cuando todos duermen?
Herencia de lo fugaz del amor…

(Adilson Shiva)

domingo, 31 de maio de 2015

Flores de cactos...




Hoje o vento é uma leve brisa fria, de um astro distante,
assobiando uma melodia branca…
Entre a solidão e o deserto de palavras,
a poesia defende a ternura de sua existência…

Um poema, entre palavras e  silêncios,
resiste à vastidão  desses desertos…
qual flores de cactos...                                                

(Adilson Shiva)


Flores de cactus…

Hoy el viento es una leve brisa fría, de un astro distante,
silbando una melodía blanca…
Entre la soledad y el desierto de palabras,
la poesía defiende la ternura de su existencia…

Un poema, entre palabras y silencios,
resiste a la vastedad de eses desiertos…
cual flores de cactus…

(Adilson Shiva)

sábado, 30 de maio de 2015

Blackbird...



Esta noite
Sou um pássaro noturno sem sono…
Procurando algo que já não se recorda…

É difícil para um coração alado
Percorrer estas ilhas de distâncias sem se ferir
Depois que todas as certezas se rompem…

Pois a noite é isto,
Uma boca a dizer palavras que não entendemos…

(Adilson Shiva)

Blackbird…

Esta noche
Soy un pájaro nocturno sin sueño…
Buscando algo que ya no se recuerda…

Es difícil para un corazón alado
Recorrer estas islas de distancias sin herirse
Después que todas las certezas se rompen…

Pues la noche es esto,
Una boca a decir palabras que no entendemos…

(Adilson Shiva)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tic-tacs...


(Divagações)

Hoje em dia um poema já não pode
tocar almas e,

É difícil para estes versos
resgatar uma canção de ninar
que nos faça da vida,
um experimento…

Esta é mais uma noite que os relógios
contarão tic-tacs até as três…

Tic-tacs...
(Divagaciones)

Hoy día un poema ya no puede
Tocar almas y,

Es difícil para estos versos
rescatar una canción de cuna
que nos haga de la vida,
un experimento…

Esta es una noche más que los relojes
contarán tic-tacs hasta las tres…

(Adilson Shiva)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Entre aspas...




Há coisas inevitáveis…
Sonho que escrevo um poema,
Palavras que te desnudam entre “aspas”…

Não sei...
Um desejo fugitivo ancorado nesses versos...


Entre comillas...

Hay cosas inevitables…
Sueño que escribo un poema,
Palabras que te desnudan entre “comillas”…

No sé…
Un deseo fugitivo anclado en eses versos.

(Adilson Shiva)