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terça-feira, 15 de maio de 2018

Hoje...



Meu amor,
Somente barquinhos de papel atravessam
Abismos, porque são leves e sabem voar...
Somente o vento sabe que a eternidade é possível
Mas hoje é a véspera de amanhã e é bom sonhar novamente.
Adormeci pensando sobre o sal que plantamos juntos ...

Hoy...

Mi amor,
Sólo los barquitos de papel atraviesan
Abismos, porque son leves y saben volar...
Solamente el viento sabe que la eternidad es posible,
Pero hoy es víspera de mañana y es bueno soñar otra vez.
Adormecí pensando en la sal que plantamos juntos…

(Adilson Shiva)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Sem luas, nem estrelas...



Ninguém sabe o que fomos ...
Ninguém sabe de nossa realidade
Inventada e fugaz.

Hoje somos duas cidades desabitadas,
E eu tão só escrevo sobre a monstruosa
solidão de suas ruas, sem luas nem estrelas,
E sobre os olhos da tristeza iluminando a noite.


Sin lunas, ni estrellas…

Nadie sabe lo que fuimos…
Nadie sabe de nuestra realidad
Inventada y fugaz.

Hoy somos dos ciudades deshabitadas,
Y yo tan sólo escribo sobre la monstruosa
soledad de sus calles, sin lunas ni estrellas,
Y sobre los ojos de la tristeza iluminando la noche.

(Adilson Shiva

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Sobre o vento, outra vez…


O vento, como seu coração,
Nunca me revela o que faz ou sente ...
E destrói minhas defesas.

Viaja de lá para cá, com seus pedaços de vazio,
E eu fico aqui escrevendo sobre o silêncio,
Ao lado de tudo que não é, esperando que você volte
Para a palavra e o vento deixe de ser invisível ...

Sobre el viento, otra vez...

El viento, cómo tu corazón,
Jamás me revela lo que hace o siente…
y
destruye mis defensas.

Él viaja desde de allí, con sus trozos de vacío,
Y yo me quedo acá, escribiendo sobre el silencio,
Junto a todo lo que no está, esperando que vuelvas
A la palabra y el viento deje de ser invisible…

(Adilson Shiva)