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domingo, 25 de novembro de 2018

Entre versos...


Sou eu,
Presença silenciosa que te observa enquanto dormes ...
Sou eu,
O tempo suspenso do tempo de estar juntos ...
Sou eu,
A nostalgia que habita nossas letras ...
Então,
É necessário renascer, reinventar-se em versos ao vento
E que a brisa nos traga uma nova canção com mais poesia ...

Entre versos...

Soy yo,
Una presencia silenciosa que te observa mientras duermes…
Soy yo,
El tiempo suspendido desde del tiempo de estar juntos…
Soy yo,
La nostalgia que habita nuestras letras…
Entonces,
Es preciso renacer, reinventarse en versos al viento
Y que la brisa nos traiga una nueva canción con más poesía…

Adilson Shiva

sábado, 24 de novembro de 2018

Cotidiano...


A vida perdeu sua humanidade.
Me espanta a indiferença,
a mão do abandono ...

Lágrimas secaram como
secam os rios e a vida segue
desumana ... sem dignidade.

Cotidiano…

La vida perdió su humanidad.
Me espanta la indiferencia,
la mano del abandono…

Lágrimas secaron como
secan los ríos y la vida sigue
deshumana…sin dignidad.

Adilson Shiva

Sintoma ...


Agora nosso tempo sente a necessidade de palavras.
Dizer "eu" é atrever-se a dizer tu e nós.
Necessitamos todos de uma verdade inventada.
Até agora perguntamos sempre por que e
Continuamos sempre sem resposta,
Nosso sintoma como nação ...

Síntoma…

Ahora nuestro tiempo siente necesidad de palabras.
Decir “yo” es atreverse a decir tú y nosotros.
Necesitamos todos de una verdad inventada.
Hasta ahora preguntamos siempre por qué y
Continuamos siempre sin respuesta,
Nuestro síntoma como nación…

Adilson Shiva

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Bocas que se calam...


(Carta aos canalhas)

Passamos por um tempo estranho, atemporal.
Não é um tempo do agora nem do ontem,
Tampouco do amanhã.
Talvez seja um tempo vazio de tempo...
Vazio de verdade.
O que vem depois?
Eu gostaria de saber de que se trata, ouvir minha angústia,
E mentir-me um pouco ... mas não posso.
É impossível abandonar minha noção de justiça e verdade.
Apenas os canalhas dormem em paz.
As palavras não me abortam, portanto escrevo.

Bocas que se callan...
(Carta a los canallas)


Pasamos por un tiempo extraño, atemporal.
No es un tiempo del ahora ni del ayer, tampoco mañana.
Quizás sea un tiempo vacío de tiempo…
Vacío de verdad.
¿Qué viene después?
Quisiera saber de qué se trata, escuchar mi angustia,
Y mentirme un poco…pero no puedo.
Es imposible abandonar mí noción de justicia y de verdad.
Solamente los canallas duermen en paz.
Las palabras no me abortan, por lo tanto escribo.
                                                                              
Adilson Shiva

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Da palavra ao ato ...



Quando digo te amo
o digo porque não és minha.
O amor é sem objeto.

Quando digo te amo
É porque o amor, essa palavra ...
Pequena, tímida, desconcertada
Faz uma ponte onde só existe
desencontros ...


De la palabra al acto…

Cuando digo te quiero,
Lo digo porque no sos mía,
El amor es sin objeto.

Cuando digo te amo,
Es porque el amor, esa palabra...
Pequeña, tímida, desconcertada,
Hace un puente donde hay solo
desencuentros…

Adilson Shiva

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O Real é real...


(carta aos cínicos)

Os arrependimentos não servem como desculpas.
Vamos chamar as coisas pelos seus nomes
sem qualquer abstração da realidade,
sem qualquer metáfora.
Em tempos de mentiras, indiferença e transgressão,
a palavra que não quer ser dita, sem parênteses,
É "mau caráter".

Lo Real es real...
(carta a los cínicos)

Arrepentimientos no sirven de escusas.
Vamos llamar a las cosas por su nombre,
sin ninguna abstracción de la realidad,
sin ninguna metáfora.
En tiempos de mentiras, indiferencia y transgresión,
la palabra que no quiere ser dicha, sin paréntesis,
Es “mal carácter”.

(Adilson Shiva)