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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Infinitamente ...

Dura o infinito do teu suspiro,
Meus braços no teu abraço.
E, os olhos se encontram, num olhar
Que nada vê, além da vertigem...

Velada pelo cetim que cobre
Aquilo que o amor almeja...

Dura um ai... Ou talvez uma noite
Ou ainda um sonho:
Não o que o corpo sente,
Mas o que a alma deseja...

infinitamente...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sonhos...

Teu nome, palavra que amanhece
Sobre meu travesseiro, por onde navegam
Meus sonhos, acordado...

E, meu nome marca teu corpo em letras
Tal como água de rio, rumo ao mar,
Buscando o sal do teu corpo...

Em teu ventre, ainda primavera,
Deposito flores em pétalas,
E tu recordarás nunca e sempre:

...O significado do meu silencio...
Preso na minha boca e lábios
Num beijo...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 5 de agosto de 2012

Quando dizes ‘eu te amo’


Suave é a bela música de tuas palavras,
Quando dizes ‘eu te amo’ e desperta teu fogo feminino,
Exalando essência de rosas...

Que o vento traz, em brisa leve,
Toma meu corpo, meu coração,
E meu peito de pedra, vai do frio ao fogo...

Furta-me a chave do sossego
A palavra falta, o silêncio é um jogo
E o infinito, pura invenção...

(©By Adilson S. Silva)

Divagações VIII

Teus olhos refletem a luz da lua.
Tua pele macia em tua carne quente
É chama, fogo e luz que te envolve.

Pele nua, tal como vinho envelhecido
Sabor de chama, corpo incandescente
Vertigem por entre estrelas...

Amar-te é uma viagem, puro desejo,
queimando nas curvas do teu corpo
Até chegar ao beijo...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 4 de agosto de 2012

A mesma noite...

Ouvir a imensa e mais profunda noite
Estelar, habitada por mistérios e amantes,
Quando o silêncio procura
Pela sua voz, seu corpo e o infinito dos seus olhos
Tão pertos e tão distantes...

Essa imensa noite escura, recordando sua boca
Com olhos noturnos que sonham e se fecham,
Para não esquecer seus beijos,
Insiste, teima em versos

Que caem na alma do poeta,
Para fazer do amor,
Um só fogo e duas chamas,
Esse amor que nos queima...

(©By Adilson S. Silva)

Simplesmente Sol...

O sol nasce todas as manhãs...
Seus raios, como um beijo caído
Dos lábios teus, me tiram o fôlego
Como se fora a fúria do reencontro
De um amor escondido na noite...

Empresto teus olhos para ver-me
Extasiado na luz que teu corpo irradia e,
No teu ver descubro como é lindo viver,
Esperando um beijo caído dos lábios teus,
Derramados em mim como raios de sol,

(To be continued)

(©By Adilson S. Silva)

Desejos...

O mar sempre pinta uma paisagem,
Às vezes uma vela ou
O voo de uma gaivota ao acaso.

Desvela os teus silêncios,
Como o silencio das estrelas
E todos os suspiros que pousam no teu peito...

O brilho do teu olhar
Teus desejos, entre o fogo, água e brumas,
Navegam em garrafas e me chegam aqui,
Coroados de espumas...

(©By Adilson S. Silva)

Distâncias

Meu sonho em teu sonho era
Irmos juntos pelas águas do tempo
Contando verões e primaveras...

O tempo acumula saudades,
Saudades vagas, de vagas horas
Que o inverno amplia, quando o sol se põe.

Invernos tão frios, tão duros
Invadem almas, signos da noite, saudades,
Mas não encurtam distâncias

(©By Adilson S. Silva)

Quase uma crônica...

Contando meus anos velhos,
Vejo que meu tempo tornou-se escasso,
Mas minha alma sem pressa, não quer chegar.


O doce peso dos meus anos
Sugere a demorar-me nas coisas:
No abraço, no olhar,
A ter paciência para ouvir causos
E a não contar mais o tempo
Que o sinal da esquina
Leva para ir do vermelho ao verde,
Não importa o tempo, tem um mar ao fundo
E brinco de contar ondas,
Porque elas também não têm pressa.

Sigo viagem, já estou na praça
Tomo um café ,
sento no banco da praça,
Passeio calmamente, com olhos,
Observo os passantes apressados...
E os pombos.
Só eles sabem que estou ali...
Só eles sabem...
Contando meus velhos anos...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Voz de chuva

Amei tua voz, sorri para teus olhos,
Beijei teu sorriso
E, por um instante alucinei o momento,
Escapei-me de mim, fiz longa viagem...

Era, talvez, tua voz de chuva,
Perfumando tua boca, que me guiava
Para essas longitudes do teu corpo...

Nesses lugares habitados da lua,
Meus lábios sedentos dos teus,
Nem disseram palavras...
Nem disseram palavras...

O perfume da tua boca
Lumiar, terra molhada...
Era, talvez, tua voz de chuva
Que me chamava...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 29 de julho de 2012

Signos

Sou o tempo ou uma cidade extinta,
Signos, inscrições em versos,
Lembranças que não passam de um poema...

Talvez luz, que penetra dançante,
Ou uma águia, que se detém no vôo
Preservando o instante...

Ou ainda,
Sombras das minhas ausências,
Um amor perdido,
Ou cinzas e fogo distante.

(©By Adilson S. Silva)

Mais uma noite...


A viagem antecipa a partida e,
Acorda a tristeza que ia adormecida na alma
Como velha conhecida de um caminho antigo.

Os pés caminham pelos imensos outonos,
Desses caminhos, quase trilhas,
Que tomam o coração por inteiro, aos solavancos,
Num descompasso, remoendo lembranças
De uma festa de amor que não tivemos...

Sem rumo, esse sonho medonho
Em completo desatino,
Traz teus olhos, a noite, o mundo
E os caminhos por onde passam ventos
Que tecem nosso destino

(©By Adilson S. Silva)