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sábado, 15 de janeiro de 2011

A solidão do mar ...

O vento, as espumas
Das ondas quebrando na praia
Desmoronando brancas dunas,
Lembranças de mim...

Teus cabelos ao vento,
Ouvindo conchas...
Barulhos do mar
Na areia,
Quebrando...
O silencio e a solidão
Desse mar sem fim...

Flores atiradas ao mar,
Contam tuas passadas,
Mas não dizem a distancia
Entre teus passos
A minha voz
E os meus braços...

Não há estradas
Que levem a ti...
Só o barulho do mar
Em conchas,
Ondas quebrando na areia...

(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ponto final

Como narrar um conto
Sem perder tempo
No faz de conta?
O amor não dura
Mais que um momento
Que se fez na história.
Há que se ficar atento
Pois senão reconta-se
O mesmo instante
Que jaz na memória,
Ilusórias imagens,
Quimeras, bobagens
Por sinal.
E, de repente,
Como se por encanto
Desfaz-se o canto
De contar um conto
Por um simples ponto...
...final...

(©by Adilson S. Silva)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Irreverência

Um tamborim marcava
O compasso,
O passo,
O cansaço.
No botequim,
O copo,
O traço,
A cachaça...
Na alma
Argamassa,
Cimento,
Traço,
Da Massa,
Reboco...
Não troque as pernas,
Olha o troco!
Som de violinos,
Olha o louco!
Uma noite já no fim...

(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Irreverência

Irreverência

Um tamborim marcava
O compasso,
O passo,
O cansaço.
No botequim,

O copo,
O traço,
A cachaça...
Alma,argamassa,
Cimento,traço,
Reboco...Massa,
Um cavaco e um bandolim

Um surdo e um tan-tan
Não troque as pernas,
Olha o troco!
Som de violinos,
Olha o louco!
Uma noite já no fim...

(©by Adilson S. Silva)

domingo, 5 de dezembro de 2010

A criança pode...

O abissal da origem é o instante
Essa vontade de verdade
Que torna todo existente coisificado
Predicativo rotulado
Palavras interessantes
Que fazem-te ausente de ti
Vem ser eternamente outra vez
Isso que tu já és
Feliz criança é o que é ,
É preciso acordar, uma segunda vez
O corpo bailando na rede
O mundo, então,
Fica ao contrário:
O céu está na ´parede
Porque a criança pode não poder
pode não dizer
Pode não saber
A criança pode ser
(@Adilson S.Silva)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palavras vazias

Palavras vazias
Linguagem do silêncio
Poesia e seu fim.
Versos nas palavras,
Significado escondido,
O poeta ora diz não,
Ora diz sim...

Em cada verso
Canta um amor
Sem ter tido
Fantasia,
Toda a poesia,
Devaneios
Sem sentido...
O poeta é assim...
(©by Adilson S. Silva)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O poeta

Trouxe um silêncio consigo,
A voz presa no dizer,
Uma dor no peito como abrigo,
Face coberta sem se poder ver.

Gaivotas, mansidão e o mar,
As águas batendo nos rochedos
Como se estivessem a brincar
O olhar, as ondas e seus segredos...

O amor, mistérios, enigmas,
As brumas e o vento
E o poeta louco a recitar
Versos de puro lamento...

O Poeta...
é mesmo desse jeito.

(@by Adilson S. Silva)

Devaneios III

Poemas
Luz e som
Sonhos
Passados
Anjos
Encantados
Risonhos
Ou tristes
Anjos caídos
Serenatas
De lua
Prata
Destinos
Destituídos
Do acaso
Por atraso
Perdeu o prazo
Foi-se
Não se cumpriu
Pois a poesia
Aconteceu
Em poemas
Versos
Luz e som
(©by Adilson S. Silva)

Devaneios IV

A noite pintou o céu,
No silencio das estrelas,
Rabiscos no papel,
Versos à prestação...

Preste atenção,
Um risco no céu
Será que a estrela caiu?

Não sei...
Ninguém mais viu.
Não fiz um pedido,
Me esqueci.

Olhava meio distraído,
Pensando...
Em mim, em nós, em você,

Fiquei na dúvida .
A constelação
É Ursa ou loba
Maior?

Devaneios,
Vá entender!
(@by Adilson S. Silva)

domingo, 14 de novembro de 2010

Desiderium

Desiderium
Desiderata
Silêncio e paz
Nesses caminhos,
De muitas escolhas,
Solidão só,
Pensamentos vagantes
Onde...
Os desejos são sempre falta
Etéreos, fugazes.
Nesses vazios
São rebentos
Descura,
Marcas da sua ausência,
Lugares
Aonde meus versos não chegam
Por falta de sentido ou de talento...

De resto, a paz
Os momentos.
E a falta ...
Que você faz ...

(@by Adilson S. Silva)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Flor de Lótus

Flor de Lótus

Nesse lugar solitário,
Alma.
Flor do oriente a banhar-se
Nas madrugadas sombrias,
Sua nudez primitiva,
Calma,
Exala perfumes,
Alquimia,
Espelho d’água,
Reflexos,
Da sua bela anatomia.
Uma Flor de Lótus,
Pelo vento cortejada,
Beija-flores ,
Mil vezes beijada,
Peles amalgamadas,
Grande desafio,
Recria sonhos em seu próprio seio...
Amor na beira do rio,
Flor de Lótus
Nas vazantes ou rio cheio...

(@by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Devaneios II

Há muito me sopra o vento,
Há muito me embriaga a chuva,
E a saudade profunda
Que me fecunda o pensamento.
Há muito o tempo,
O bater sem horas,
Nessas madrugadas,
Nas auroras,
Dos meus devaneios me chegam...
Chegam
A saudade e seus amores,
A saudade e suas dores,
Sem rumo se fazem timoneiro
De uma Saudade,
De um ser feliz com nada,
Buscando apenas o teu cheiro
(@by Adilson S. Silva)