Seguidores

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Risos e Rostos

Sem mais motivos, escrevo versos...
De repente poema e eu nos fundimos no mesmo ar,
Povoando o mesmo céu, para tocar-te,
Ainda que ignores...


Entre o sono e vigília sonhei-te,
Inventei outras maneiras de supor uma noite inteira
Em que não fosses apenas um corpo entre meus dedos...
Minhas palavras cheias de ar silenciaram-se.

A distância é um perigo para um coração sem lembranças,
Mas, agora é tarde... Para um poema de silêncios,
Onde restam uma promessa desfeita
E uma cama vazia... De risos e rostos...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nascente...

Toco tua vida de frente, nas horas de tuas noites...
E não sou mais que um mar que toca a areia,
Quando tu fechas os olhos e podes senti-lo,
Mas não podes bebê-lo, porque não mata a tua sede...

Um passado insuportavelmente branco e puro,
Não salva uma alma desse abismo
Sem palavras, que é o amor,
Quando a pele é o limite de uma paixão...

Se tua pele tem fome de outros olhos,
Então serei água nascente de outras fontes.
Para que me bebam, enquanto tenham sede.

Então, voltarei a ser mar,
Guardando o sal do meu rosto,
Depois de uma noite de amor!!!

(©By Adilson S. Silva)

Versos soltos...Versos sueltos... Blankverse...

E tu, temerosa ante as sombras.
Evitas caminhar pela luz...
O amor é tão breve... A vida é tão breve!

Não tenho nada para oferecer-te.
Nenhuma verdade, apenas um verso solto,
Que oscila entre o sim e o não...

Que habita um mundo de letras no papel,
Ainda que não saiba o que fazer,
Com tanto mundo... Com tantas letras!

O que vem depois são só contingências:
Um homem,
Uma mulher...

(©By Adilson S. Silva)

Versos sueltos...

Y Tu, temerosa ante de las sombras.
Evitas caminar por la luz...
El amor es tan corto... La vida es tan corta!

Yo no tengo nada que ofrecerte.
Ninguna verdad, sólo un verso suelto,
Que oscila entre el sí y el no...

Que habita el mundo de las letras en el papel
A pesar de que no saber qué hacer,
Con tanto mundo... Con tantas letras!

Lo que sigue después son sólo contingencias:
Un hombre,
Una mujer...

(© Por Adilson S. Silva)


Und Du, ängstlich vor den Schatten,
Vermeidest, durch das Licht zugehen...
Die Liebe ist so kurz... Das Leben ist so kurz!

Ich habe nichts, dich zubieten.
Irgendeine Wahrheit, nur ein Blankvers,
Der ,Dassdarunter das ja und das nicht, oszilliert...

Dass im Papier einegelehrte Welt bewohnt,
Obwohl  nicht weiß, was zumachen,
Mit so viel Welt... Mit so vielen Briefen!

Das, was spatter kommt,sind alleine Eventualitäten:
Ein Mann,
Eine Frau...
(© bei Adilson S. Silva)

Por não saber...

A noite é pequena e um poema
Incapaz de desnudar tua pele...

Sigo nas entrelinhas buscando palavras,

Mas as palavras são tímidas e
Mergulham num vazio...

Então invento palavras...
Porque às vezes,
Não sei o que fazer com tanta luz!

(©By Adilson S. Silva)

Sin saber ...

La noche es pequeña y un poema
Incapaz de desnudar tu piel ...

busco palabras entre las líneas,
Pero las palabras son tímidas y
se sumergen en el vacío ...

Entonces inventó palabras ...
Porque a veces,
No sé qué hacer con tanta luz!

(© Por S. Adilson Silva)

Ne sachant pas ...

La nuit est petite et un poème
Impossible de mettre à nu votre peau ...

je rechercher des mots entre les lignes,
Mais les mots sont timides et
ils s'immergent dans le vide ...

J'ai donc inventer des mots ...
Parce que parfois,
Je ne sais pas quoi faire avec tant de lumière!

(© par Adilson S. Silva)

Noites e Luas...

Desse lugar vejo a lua
Sendo devorada pelas montanhas.

No silêncio da madrugada penso;

Nas tantas luas quisera eu, saíssem de tua boca
Para encher minha noite de luz...

A noite vai alta e o amanhecer amargo.
Então, ignoro que me mandes a lua nova,
Ainda que eu queira me demorar nessa noite...

Sei o que partirá de mim para sempre,
E o que ainda me falta;

Mesmo a lua nova...
Mesmo a lua nova...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 9 de setembro de 2012

Brisa e mar...

Hoje o sol da manhã trouxe uma brisa
E, eu te direi, ainda que saibas,
Pôde ser respirada profundamente,
Como o cheiro da tua pele...


O mar dança e marola e,
Um poema nasce, tendendo ao fracasso,
Pelo grande risco que é amar uma boca ausente...

Mas, a felicidade da brisa, roçando meus pelos,
Falava-me diferente...

Transbordava os teus desejos
E, as ondas deitando-se na areia, a tua voz...

(©By Adilson S. Silva)

Nada mais...

Perco o sono,
Quando teu nome me sobe à cabeça.
A boca da noite me engole,
Desvelando telas de minha impotência.


Então,
Aguardo sonhos para sonhar,
Sabendo que já fui pássaro...

Sei que o mar entrará pelos meus olhos,
Inundando meus pensamentos,
E esse não será meu ultimo naufrágio...

Às vezes a tristeza fecunda as chuvas,
Que caem em gotas ou palavras,
Que dizem amor,
E nada mais...

(©By Adilson S. Silva)

Inferências...

Quisera eu saber da tua paixão
Com meus olhos...
Cansados de povoar teu corpo.

Como os olhos não alcançam tua ausência,
Então escrevo...

Quisera então saber a palavra certa,
Para acercar-me de ti e,
A palavra não dita sussurrada na noite,

Na noite dos teus sonhos,
Em que habito, imperceptivelmente...

(©By Adilson S. Silva)

Segredos...

Caminho por entre sombras
E a cumplicidade da noite.
Sei que mais tarde,
Ao abrir a porta do quarto,

Sua voz estará estendida sobre a cama...

Adentro,
Como origem do teu pecado
E tu,
Mariposa, que tenta escapar da luz,
Nomeia o meu destino outra vez...

Já não há mais tempo,nem palavras,
Nem porquês...
Quando a pele encurta distâncias,
Só os segredos do vento
E duas taças vazias...

(©By Adilson S. Silva)

Uma outra noite...

 (Moon over Clouds)

À espera, desde a primeira de todas as noites,
Escondes por trás de teus suspiros...
Se for o tempo quem esquece,
O que fazer com as sombras?


Há que se inventar outra noite,
Outro céu com as mesmas estrelas
Para tomar teu corpo sobre a cama,
No todo que somos…

E a infinitude dos teus olhos
A mostrar teu olhar...
Teu olhar...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Naufrágios...

Amo-te,
Quando inventas uma lua só para mim,
No momento que me sinto uma ilha deserta
E este quarto a imensidão do oceano.


Levanto velas,
Navego então, pelos meus sonhos
Para hospedar-me nos teus;

Navego esse mar revolto,
Que me conduz à tua boca voraz,
Onde naufrago mais uma vez e,
Pouco a pouco as luzes se apagam...

(©By Adilson S. Silva)

Hablando un poco más de amor

Naufragios...

Te amo,
Cuando inventas una luna sólo para mí,
En el momento que me siento una isla desierta
Y esta habitación la inmensidad del océano.

Levanto velas
Navego entonces, por mis sueños
Para hospedarme en los tuyos;

Navego ese mar tormentoso,
Lo que me lleva a tu boca voraz,
Donde naufrago otra vez, y
Poco a poco las luces se apagan...

(© Por S. Adilson Silva)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Daquilo que sei...

Minhas lembranças habitam uma ilha,
Meus sonhos, terra firme.
O que resta de mim cai em letras,
Transformadas em versos, existindo na poesia...


As minhas paisagens são de estranhamento e espanto,
Cheias de mar e de tempo, de sopro de vida e de vento...
E da complexidade que transita entre o doce e o amargo,
Criando o novo, onde nada existia...

Meus devaneios me devolvem ao mundo...
E penso no nada do tempo, recorredo-me às tuas palavras,
Pois o coração não reconhece distâncias,
Se o que nos separa é apenas “água”.

(©By Adilson S. Silva)