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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caminhos

E assim como Zaratustra falou:
Não tenho mais olhos para ninguém,
Não carregarei nenhum peso morto,
"Requiescat in pace"
Fantasmas do meu passado,
Palavras murmuradas, réquiem.

Olhem meu rosto , minha face,
Meus pés cansados de caminhos tortos,
Em vós , olhares de desdém,
Não há seguidores
Que possam me seguir,
Minhas pegadas estão na areia,
Que a onda do mar apagou...

Leio as estrelas,
Tenho o céu por teto,
Há muito deixei todo o apego,
Carrego somente afeto,

Pois ,
Não há seguidores
Que possam me seguir,
Minhas pegadas estão na areia,
Que a onda do mar apagou...

(©by Adilson S. Silva)

Caminhos III

Era um apito...
Era o trem ...
Como se fora um grito,
Anunciando que já vem ...

Eu esperava o trem
Para ver passar gente
De acolá ou mais além
Lembranças ...
Meu coração adolescente.

Lenços acenavam,
Olhos embotados de saudades,
Minha mão estendida parou no tempo,
Nos caminhos de Soledade...

(©by Adilson S. Silva)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Paradeiro

Sem nome ou paradeiro,
Arrancou-te o grito,
Inundou-te as entranhas,
Impregnou-te seu cheiro,
E na paisagem do teu corpo
Deixou o seu rastro
Num sorriso,
Que até hoje te tocas,
Provoca arrepios,
Grudando suor.
Era dia de graça
Caçador e caça
Marcados de amor.
Lembranças que
Expulsas ou abraças,
Quando a maresia
Que alou-se em pássaro
Sem paradeiro
Bateu asas e voou
(©by Adilson S. Silva)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A palavra não dita

Invente uma palavra de amor
Ou outras coisas impossíveis
Invente ao menos uma
Que descreva este mundo
Dessas coisas invisíveis
Antes que os sonhos morram
Em poucas palavras
e se eternizem
no silencio

(©by Adilson S. Silva)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dias de chuva

A chuva caiu
Molhou o sol
E o sal do meu rosto
Misturou-se ao meu pranto
Molhou meu sorriso
Antes de sentir teu gosto,
Antes de te conhecer.

A chuva molhou o chão
Fina, miúda
Derretendo imagens
Construídas,
Pensadas,
Pela insignificante
E estúpida imaginação...
Brincando de imaginar
Um amor puro,
Perdido...
Numa desvairada paixão

Dias de chuva são assim
Cinzentos ...
(©By Adilson S. Silva)

Tardes cinzentas

Da janela lateral
O mar, a maresia
E as vagas ondas
De uma tarde cinzenta
Sabor isopor
Levando a poesia
E a imaginação
Dessas histórias
Que a gente inventa
E depois tenta esquecer.
O amor é pássaro
Cheirando a maresia
Gaivotas ou pardais
Ou sei lá...
Eu bem te vi
Olhando ondas
Vagas de vagas horas
Dessas tardes cinzentas
Que se alimentam
Do que não cri
(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vazios ...


Vazios ...
Que enigma carregas em teu peito,
Que nem tu sabias?
Sonhavas em teu leito
Que nome dizias?
Lá estava minha alma
À espreita,
Inutilmente eleita
A guardiã
Dos teus
Dias...
(©by Adilson S. Silva)
.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ah, o amor...

(Uma canção para agora)

Uma estrela caiu
E assim você surgiu
Veio parar nas minhas mãos.
Amparei-lhe de mansinho,
Com cuidado e carinho
E lhe coloquei no chão.
Mas, O amor varreu o chão
Num grande desassossego,
Cheio de dengo e chamego,
Seu Ser uniu-se ao meu.

Ah, o amor
Tem a força de um tufão,
Faz devassa, atravessa,
A impotente razão.
Não há o que lhe impeça,
Tão pouco o que lhe meça,
Desatina, alucina,
Faz folia no coração.


(©by Adilson S. Silva)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Você é uma canção

Você passa,
É sempre vendaval sem fim,
Deixa o cheiro do seu rastro
Acende um sol
Só pra mim.


Imagina,
Que o amor faz folia,
Troca a noite pelo dia,
Só pra lhe ver passar.
É sempre um sonho,
Você é Música,
Que me faz cantar.


Ilumina,
As entranhas do meu ser,
Minhas searas do desejo,
Diva de branca tez,
Pois, quanto mais lhe vejo
Mais quero lhe ver.
 

Alucina,
Meus caminhos.
Disfarça minha timidez
Bem que sempre quis,
Vem para meu ninho
Você me faz feliz.



(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Minhas rugas

(Um poema antigo como o meu tempo
... para todos e para ninguém...)

Tudo na vida é transitório,
Mas senta aqui bem diante de mim,
Vamos ter uma conversa simplória,

...Como quem caminha junto até o fim,
Olhe nos meus olhos,
Olhe para mim...

...Que importam as rugas
se a alma ainda é de querubim?...
(©by Adilson S. Silva)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Às Mulheres ...

Às Mulheres ...
A todas as mulheres , especialmente
às mulheres da minha vida

Mulheres de um Dia?
Como entender isso
Sem que o sentido nos traia,
Se são todas mãe da natureza,
Cuja origem é "GAIA"?
Mulheres atemporais,
Mulheres de todos os dias.
Se um dia é justa homenagem,
Porque não homenagear mais?
Meiguice, doçura
Equilibrio , harmonia,
Amor , paz
E tudo mais de bom que vier.
São meros significantes,
Que não conseguem te dizer "Mulher"

(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tic-tac, tic-tac

Tic-tac, tic-tac
Voz secular dos relógios
Dessas madrugadas
Tristes e sombrias
Quando conto as horas
E você não vem
Habitar meus sonhos
Alhures e refém.

Quando você não vem
Tudo aqui é triste
Uma Solidão
Um sem sentido
Como se o amanhã
Sem você não existisse

Então venha
Venha habitar
Meu silêncio
Meu refúgio
Meu casulo
Traga luz do dia
Ao meu peito de pedra
Acenda a luz
Traga-me poesia.
(@by Adilson S. Silva)