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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Paralelas

Guardei seu olhar
Em cada olhar
Que busco
Nessas questões paralelas
Sem conseguir decifrar
O amor que vem sempre visitar
O silencio que não sabe o que fazer
Com as palavras do olhar
Ou outra coisa qualquer
Que habita seus desejos
Insensatez
Tolice
Estupidez
Ou simplesmente círculos
Loucura
Tangente
Buscando o infinito
Dessas questões
Da solidão do olhar,
Um amor sem palavras
Só se dá na ...
Confusa paixão
(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Âncora

(Marcas do portugues na lingua)

O mar, beleza azul de poucas ondas a cavalgar
Às vezes manso e imenso às vezes rebelde e tão próximo
A praia vazia cabe inteira no meu olhar no seu olhar
Dois brincando de ondas sorvendo as brumas e maresia
Sento-me à sua frente sem desviar os olhos
E consigo enxergar na sua infinitude os sonhos
Os desejos escondidos, a fúria da passagem
Do seu corpo entregue a um bobo valete,
O trem passou rumo ao porto
A vida o deixa para trás no mais íntimo dos planos
Sem encurtar as minhas distâncias
  
(©by Adilson S. Silva)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Variações II

Risca o céu negrita
E o azul do mar
Eu guardei o amor
Para lhe entregar

Desenha o chão com giz
Sem se machucar
Mil vezes quis
Lhe visitar

Perdi o trem
Perdi a hora
O tempo foi-se
Num agora
E nas minhas estações
Guardei o amor
Para lhe dar

(©by Adilson S. Silva)

Geleiras distantes...

Geleiras distantes...

Vendavais,
Maremotos em oceanos,
Mudam as rotas
Desfazem-se planos,
Enganos, imagens

Virtuais,
Longas viagens,
Pelos mares,
Cheios de histórias
Das naus,
Que aportam em ti.
Mil chegadas,
Mil  partidas,
Mil despedidas.

Velhos sinais,
De um farol distante,
Luz dos navegantes,
Anjos caídos,
Perdidos,

Nesses Vendavais,
Dessas geleiras distantes,
Tormenta dos navegantes,
Sem destinos ou cais.

(©by Adilson S. Silva)

domingo, 8 de maio de 2011

Nada será como antes...


Nada será como antes
Nem a água do rio
Foram amigos, quê  importa?
O desejo não espera o cio
Amanhã talvez se esqueça
A não espera do tempo de estio
Haverão outras palavras
Para dizer o amor e o desvio?
Escapam o sentido da letra
O amado, o amor e o amante
Amanha talvez se esqueça
O sentido, o lugar e significante
É preciso que a dor adormeça
Nada será como antes
Amanhã talvez apareça
A palavra que falta ao amor
Um sentido que o mesmo mereça
E, nada será como antes ...

(©by Adilson S. Silva)

sábado, 7 de maio de 2011

Variações

Na tua ausência
Uso a primavera como cúmplice
Para mandar-te flores
E minha poesia
em emoções sussurradas
Em noite mais escura
Não há lua  prateada
Só o chão, os pés
A trilha, a caminhada
Saudade do que não foi,
Sonhos, quimeras
Acordam o sol da manhã
Luz da primavera
(©by Adilson S. Silva)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saudades...

Saudades...
Abraça-me agora
Não digas nada...
Tanto faz...


Se és mar aberto
Baia ou enseada
Se és porto de partida ou chegada
Se és Desatino
Caminho ou caminhada...
Nau que se afasta
Ou se aproxima do cais
Se és ausência
Ou reencontro
Mensagens em garrafas
Que uma unica onda traz
Tanto fez , tanto faz


Abraça-me agora
Abraça-me apenas...
Tanto...tanto...tanto...
E não digas nada...
Tanto faz...
(@ By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fantasia

Quis lhe dar meu corpo
Que acendia
Duro feito pedra de acender
Quis lhe dar a minha voz
Macia
Para lhe fazer compreender
O que eu queria
Atirar-lhe poesia,
Feito confetes,
Grudar minh’alma à tua
Feito chicletes
Mil fantasias
A rolar
Num faz de contas
De um amor
Que você não quis
Lái a rá , lá lá iá
Você não quis
(©by Adilson S. Silva)

Correnteza de Rio

Correnteza de  Rio
Um vento que passeia
No Milharal que deita
Espiga, grão, sementeira
Que  germina no estio.
Um ser-tão sozinho
Na folhagem rasteira
Pensamentos que voam
No bico do passarinho

Vida nova no cio,
Vento que passeia
Correnteza de rio
(©by Adilson S. Silva)

domingo, 24 de abril de 2011

Ritornelos sem fim

Habitam-me versos mais tristes esta noite
E posso escrevê-los sob a égide
De uma nostalgia do que foi
Ou talvez nunca tenha sido.
O amor é tão curto!
É tudo ou quase nada...
Hoje olhava o tempo
A noite e a luz da lua
Como pássaro adormecido,
Cansado, envelhecido
Por essas mesmas dores do tempo
Ouço na imensidão da noite
Vozes de partida
De uma desventura causada
Por uma tênue ferida...
Espinhos de uma rosa bela
Vozes em versos , cantiga
Trafegam , chegam a mim
Em ritornelos sem fim

sábado, 23 de abril de 2011

Penso...

Penso o mar.
Sua beleza, seu azul.
Penso o céu, o mar, o horizonte,
O encontro, onde começa quem?

...
Penso as ondas,
O porquê do seu vai e vem.
Penso as Rosas
Perfumadas, cheirosas,
E os seus espinhos, porque elas os tem
?
(©by Adilson S. Silva)
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Folhas de outono


Mira,
Folhas de sonhos
De um outono qualquer
No solar... De um jardim
Procuram pelo sol
Que hoje não saiu...
O vento sopra leve
O coração do poeta
E sua alma antiga
Que mira
A noite que se faz
Nesse outono de almas
De folhas que caem
No solar... De um jardim
Caem, Bailam...
Solidão...
Sutileza...
Emanam toda beleza
Antes do fim
Por fim...
... o chão ...
(©By Adilson S. Silva)