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terça-feira, 27 de março de 2012

Mística...

Mística...
Luz secreta na mística noite
Nua e desnudante lua
Tua face oculta
Teus segredos
Agitam marés, redemoinhos,
Rajadas de vento feito açoite...

Mística lua
Por onde trafegam os anelos
Que martelam teus sentidos
Transformando-se em tormento
Vai Lua
Vai cheia no clarão da noite,
Que ainda reténs em teus pensamentos
Como bem descreveste de tuas janelas...

Mística lua
Vai cheia
Reflete nas ondas aquele teu dia,
Tua tola imagem...
Ali em frente a praia, o barulho das ondas
O trem da meia noite passou
Na tua curta viagem
Levou a lua dos amantes
Para o porto ou outras paragens...

A lua será a mesma?
Ou nada será como dantes?

(©by Adilson S. Silva)

Paralelas

Guardei seu olhar
Em cada olhar
Que busco...

No aleatório do encontro
O silencio que não sabe fazer
Com essas palavras do olhar...

Nossas questões paralelas
Ou simplesmente círculos
Que habitam desejos

São Tangentes
Buscando o infinito
Ou outra coisa qualquer:

Loucura, Insensatez
Tolice ou Estupidez
Resultam na solidão do olhar,

Um amor sem palavras
Só se dá na ...
Confusa paixão

(©by Adilson S. Silva)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Folhas de outono

Folhas de outono

Mira,
Folhas de sonhos
De um outono qualquer
No solar... De um jardim...
Procuram pelo sol,
Que não saiu...

O vento hoje sopra leve
O coração do poeta
E sua alma antiga,

Que mira
As folhas que caem
Nesse outono de almas
Como se ouvissem uma cantiga
No solar... De um jardim

A noite que se faz
As folhas bailam...
Sutileza...
Caem,Solidão...

Toda beleza
Antes do fim
Por fim...

...o chão ...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sorrisos em garrafas

Mando sorrisos em garrafas
Para essas distancias
Para alegrar seu coração.
O amor e a razão,
Já é um rio,
Querendo o sal,
Do teu mar

Entre o sim e o não,
Mando sorrisos em garrafas,
Pra acalmar seu coração.

(©by Adilson S. Silva)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ela ...

Ela... Só
Só ela
Contou que tinha medos
Dos seus espelhos,
Pois seu olhar revelava segredos
Da sua vida que era uma festa...
Amava os versos
Dos gajos da beira do cais
Marujos aventureiros
Que rabiscavam versos banais
Esperando por ela
Em qualquer porto
Ou estação
Para viver mil sentidos
Intensa paixão
Ela só... Precisa existir
Fora da ficção
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 1 de janeiro de 2012

A última valsa...

(últimos versos)
 
Dançava ao som de uma valsa lenta
Como  uma estrela, luz de purpurinas
Suas vestimentas, coloridos véus
Será uma menina aos quase cinqüenta,
Será de cristal ou de papel,
Origami de crepom?
Porque dançar ao som
De uma valsa triste
Se tudo que existe é interrogação?
A  última valsa... Tirando a máscara,
Em cada passo, a escuridão
Do descompasso, desfazendo laços
Do seu coração.

A  última valsa...
E a bailarina...
Tão menina
A cada passo,
Apaga as luzes do salão

(©By Adilson S. Silva)
http://www.youtube.com/watch?v=VScQ6J6De-k

sábado, 31 de dezembro de 2011

Brincando com o tempo ...

O tempo vivo
Vem do futuro e passa por nós,
Consuma-o sem percebê-lo.
Eis o segredo da vida.
Ano Novo todo dia
Sem cronômetro, calendário
A ampulheta contém o vazio
Onde a vida se completa ,
Vivendo o dia a dia.
Faze devagar teus momentos
A beleza guarda-se em ti
Ponteiro invisível do tempo
Olha-te ... no espelho e sorri !!!
(@by Adilson S. Silva)

"Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
"
(Pink Floyd)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminho das estrelas

Caminhando por entre estrelas
Passei a noite encantado
Com tanto brilho
Que meus olhos não quiseram dormir

Então hoje, eu acordei o sol,
Que despontou a me sorrir,
Bebi sua luz,
Anunciando um lindo dia,
Invadindo-me assim,
Com um olhar risonho,
Pois tive um lindo sonho

Sonhei acordado
Saudosa miragem
Não era ninguém
Não era nada
Uma tola alucinação...

(@by Adilson S. Silva)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Abismos...

Abismos...
Que a gente inventa,
Eivados de sonhos
Que não se sustentam,
Fazem das palavras
Momentos ausentes...
Pintam paisagens não existentes.
Alucinação...?
Sim...
Já é outra viagem,
O fim da linha
Na estação redenção,
Palavras sinceras,
De lembranças boas,
De um sonho bom...
(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ecce Homo

( Eis o homem )

Foi um silêncio atento
A tudo que acontecia
Foi mais um dia
Dessas noites escuras
Sem lua e sem poesia.
Há muitas outras coisas
Que podem ser vistas de tuas janelas,
Além da insistência em retornar ao mesmo lugar
Da tua insanidade ,
Outros tempos teus...
E o mundo é um mundo de fatos,
Mesmo que não façam sentido.
Assim,
Enquanto adormeces...
Dou um beijo em teu retrato
Um sorriso fingido,
Apago a luz
E, digo adeus...

(©by Adilson S. Silva)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Metáforas ...

Metáforas ...
Conversas,
Desconversas,
Por hora escrevo,
O que outrora fora fala.
Um olhar,
Vazio de nada,
Faz nada em si Fazer.
O Falo fala,
A Fala
Fala a Fala,
Mas não fala
O "Dizer"
(@By Adilson S. Silva)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ritornelos sem fim

Habitam-me versos mais tristes esta noite
E posso escrevê-los sob a égide
De uma nostalgia do que foi
Ou talvez nunca tenha sido.

O amor é tão curto!
É tudo ou quase nada...
Hoje olhava o tempo
A noite e a luz da lua
Como pássaro adormecido,
Cansado, envelhecido
Por essas mesmas dores do tempo...

Ouço na imensidão da noite
Vozes de partida
De uma desventura causada
Por uma tênue ferida...
Espinhos de uma rosa bela
Vozes em versos , cantiga
Trafegam , chegam a mim
Em ritornelos sem fim....

(©by Adilson S. Silva)