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domingo, 15 de abril de 2012

Noites frias

A sua ausência é um retrato,
Pendurado na parede
Que me lembra sempre
O hiato que fica,
O lugar do vazio,
A saudade é um fato
Que sua ausência revela...

...Pensamentos que já me ocupam
Mesmo antes da  partida...

(@by Adilson S. Silva)

sábado, 14 de abril de 2012

O beijo


Um beijo beijado
É sempre lembrado,
Seu gosto molhado,
Não acaba não tem fim.

O beijo começa
Sempre sem pressa,
As mãos se atravessam,
Roupas, peças no ar.

O beijo é o começo
E também fim.
O meio?
Ah! O meio são detalhes.

(@by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Devaneios VI ...

Devaneios ....
mais uma viagem,
Divagações trepidantes,
Agora somos tu e eu nessa viagem
Temos a vida à nossa espera,
Resplandecendo em novas paisagens,
Campos de flores silvestres
Cintilantes,
Além do agreste...
Aos solavancos num trem
Ah viagem ...
Não queria que acabasse,
Que rolasse sempre por aí,
Por além...
Sem paragens,
Ou estações onde me apeasse,
Ia assim recostado em você,
Sem ver ninguém.
Sem destino,
Chegando a lugar algum...

Não me leves ao porto.
Esse é um outro trem ...
Que já partiu...

(@by Adilson S. Silva)

domingo, 8 de abril de 2012

Paradeiro

Paradeiro

Sem nome ou paradeiro,
Arrancou-te o grito,
Inundou-te as entranhas,
Impregnou-te seu cheiro,

E na paisagem do teu corpo
Deixou um rastro,um sorriso,
Que até hoje te provocas,
Arrepios,Grudando suor.

Era dia de graça
Caçador e caça
Marcados de amor.
Lembranças que
Expulsas ou abraças,
Quando a maresia
Que alou-se em pássaro
Sem paradeiro
Bateu asas e voou

(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Caminhos IV

Clarão da lua na estrada
A estrada desemboca no escuro
O escuro ultrapassa o medo
Lua, escuro e estrada...

A solidão da estrada é pó
Aonde cruzam caminhos
O pó o vento leva
Vento, Eu e pó sozinhos...

Caminhos de vento, moinhos
Sombras na noite , pergaminhos
Lua, escuro e estrada...
Sem mapas, só caminhos...

(©By Adilson S. Silva)



terça-feira, 27 de março de 2012

Mística...

Mística...
Luz secreta na mística noite
Nua e desnudante lua
Tua face oculta
Teus segredos
Agitam marés, redemoinhos,
Rajadas de vento feito açoite...

Mística lua
Por onde trafegam os anelos
Que martelam teus sentidos
Transformando-se em tormento
Vai Lua
Vai cheia no clarão da noite,
Que ainda reténs em teus pensamentos
Como bem descreveste de tuas janelas...

Mística lua
Vai cheia
Reflete nas ondas aquele teu dia,
Tua tola imagem...
Ali em frente a praia, o barulho das ondas
O trem da meia noite passou
Na tua curta viagem
Levou a lua dos amantes
Para o porto ou outras paragens...

A lua será a mesma?
Ou nada será como dantes?

(©by Adilson S. Silva)

Paralelas

Guardei seu olhar
Em cada olhar
Que busco...

No aleatório do encontro
O silencio que não sabe fazer
Com essas palavras do olhar...

Nossas questões paralelas
Ou simplesmente círculos
Que habitam desejos

São Tangentes
Buscando o infinito
Ou outra coisa qualquer:

Loucura, Insensatez
Tolice ou Estupidez
Resultam na solidão do olhar,

Um amor sem palavras
Só se dá na ...
Confusa paixão

(©by Adilson S. Silva)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Folhas de outono

Folhas de outono

Mira,
Folhas de sonhos
De um outono qualquer
No solar... De um jardim...
Procuram pelo sol,
Que não saiu...

O vento hoje sopra leve
O coração do poeta
E sua alma antiga,

Que mira
As folhas que caem
Nesse outono de almas
Como se ouvissem uma cantiga
No solar... De um jardim

A noite que se faz
As folhas bailam...
Sutileza...
Caem,Solidão...

Toda beleza
Antes do fim
Por fim...

...o chão ...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sorrisos em garrafas

Mando sorrisos em garrafas
Para essas distancias
Para alegrar seu coração.
O amor e a razão,
Já é um rio,
Querendo o sal,
Do teu mar

Entre o sim e o não,
Mando sorrisos em garrafas,
Pra acalmar seu coração.

(©by Adilson S. Silva)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ela ...

Ela... Só
Só ela
Contou que tinha medos
Dos seus espelhos,
Pois seu olhar revelava segredos
Da sua vida que era uma festa...
Amava os versos
Dos gajos da beira do cais
Marujos aventureiros
Que rabiscavam versos banais
Esperando por ela
Em qualquer porto
Ou estação
Para viver mil sentidos
Intensa paixão
Ela só... Precisa existir
Fora da ficção
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 1 de janeiro de 2012

A última valsa...

(últimos versos)
 
Dançava ao som de uma valsa lenta
Como  uma estrela, luz de purpurinas
Suas vestimentas, coloridos véus
Será uma menina aos quase cinqüenta,
Será de cristal ou de papel,
Origami de crepom?
Porque dançar ao som
De uma valsa triste
Se tudo que existe é interrogação?
A  última valsa... Tirando a máscara,
Em cada passo, a escuridão
Do descompasso, desfazendo laços
Do seu coração.

A  última valsa...
E a bailarina...
Tão menina
A cada passo,
Apaga as luzes do salão

(©By Adilson S. Silva)
http://www.youtube.com/watch?v=VScQ6J6De-k

sábado, 31 de dezembro de 2011

Brincando com o tempo ...

O tempo vivo
Vem do futuro e passa por nós,
Consuma-o sem percebê-lo.
Eis o segredo da vida.
Ano Novo todo dia
Sem cronômetro, calendário
A ampulheta contém o vazio
Onde a vida se completa ,
Vivendo o dia a dia.
Faze devagar teus momentos
A beleza guarda-se em ti
Ponteiro invisível do tempo
Olha-te ... no espelho e sorri !!!
(@by Adilson S. Silva)

"Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
"
(Pink Floyd)