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domingo, 6 de novembro de 2011

Por isso hoje

Por isso hoje
A noite trouxe o seu silêncio
E, nem era preciso mais um verso...
Não haviam rosas,
A primavera era cinza
Tal como o outono,

Por isso hoje
A lua se escondeu
E ficaste só
Com o gosto da manhã orvalhada
Da tua alma do mundo e teu pranto,
Teus caminhos, tuas veredas...
Teu olhar no teu rosto é mais que um retrato
E o meu sorriso
O devir da saudade...

Por isso hoje
A noite trouxe o seu silêncio
E, nem era preciso mais um verso...

(©By Adilson S. Silva)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ao Robson , In Memoriam (18/10/1971 – 27/10/2011)

A alma é um sopro, um sopro de vida que de repente se vai.
Eu hoje não estou alegre e nem triste, estou desbotado , meio assim sem cor, com minha matutação sobre a vida e seus motivos.
Tudo vai bem, ou parece bem e de repente, não mais que de repente a morte visita nossa alma e nos arrasta, deixando para trás nosso mundo inacabado e nossos entes queridos. A vida é devir, e o devir da vida é a morte. Não há dia, nem hora nem ano. A morte é uma certeza incerta... viaja no tempo que é seu tempo, não poupa crianças , jovens e nem velhos.
Foi assim com meu enteado Robson, de repente ele se foi jovem, e o que fica dele alem de esposa e dois filhos?
Para mim fica um poema epígrafe do nosso reencontro:

“O Adilson poeta: alguém que sublimou a matematicidade tão marcante em si! Situou-a no contexto devido. Domina ambas linguagens, melhor dizendo, (deixando os hegemonismos de lado) transita por ambas as linguagens.
A fase das Rugas
Idas e vindas, junções e distanciamentos entre humanos.
Fases complexas na teia da vida.
Conexões e desconexões e reconexões
Na Rede primária da qual a Internet é apenas esboço rudimentar.

Eu não vi meu padastro na Internet.
De imediato.
Ele não está lá?
Ele desconfigurou-se como tal devida às circunstâncias?
Ele recomeçou diferente como pai astro alhures?
Creio que sim.

Mas efetivamente eu não o vi na Internet.
Mesmo tendo lido seu Blog.
Ainda que tenha clicado em seus rastros virtuais.
Ali e acolá.

Eu vi primeira e incisivamente suas rugas da madureza.
E elas, na medida em que falavam dele,
decifravam algo de mim.

Pois o jovem ousado dantes passou.
E o adulto conflituadíssimo também.
Restou o melhor: o pré-ancião
de múltiplas iniciativas.
Filosofante, palestrante, poetante, conselheirante...

Aquelas rugas singulares na blogsfera
me anunciaram, num instante tudo isso.

E eu que também prossigo
serenamente relevo as titânicas adversidades havidas.
Para apreciar as novas qualidades conquistadas
O novo jeito de viver consolidado.

Consolidação que não há recaída que impacte.
Solidez. Solidez com. Relevantar sempre.
Tanto para os bipolares como eu
Quanto para todos os que jornadeiam.

Robson Santos
9 de março de 2011 10:55 “

Pois é ...a morte é uma certeza incerta...
(©by Adilson S. Silva)

domingo, 16 de outubro de 2011

Abstração ...

Abstração ...

Alienarei meu olhar para sempre,
Dessa imago que é teu rosto,
Imagem fugidia desses sonhos,
Que invade , revisita , é recorrente.

Desviarei meu olhar para além,
Dos pensamentos, da vontade , da tormenta;
Dos desejos , do ter e não possuir,
Sonhos que não se sustentam.

As letras, a poesia ,o canto,
O teu rosto, véu, enigmas, traz,
Alienarei o desvelar,o momento.

Seguirei , cantarei pelos umbrais
Assim , quando me ouvires,
Entenderás o segredo do acontecimento...

(©by Adilson S. Silva)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Metamorfoses (re-publishing)

Metamorfoses
Na minha pele
A distância,
Que me separa de ti,
Nos sentidos traz
A fragrância,
Da mulher que senti.
É o tempo
Deixando marcas
Vivencias
Metamorfoseando
O infinito dos meus sonhos
Momentos que...
Em segundos se transformam
Entre a mulher
E a borboleta voando...
(@by Adilson S. Silva)

domingo, 11 de setembro de 2011

Quase uma crônica

Esta noite, a altas horas, sai para o meu quintal.
Pela primeira vez o céu estava diferente, a lua já tinha passado os trópicos e Vênus estava sobre a minha cabeça, que me dava tonturas incliná-la para contemplar essa estrela planeta. Desejei que Venus estivesse embaixo, que me fizesse sentir vertigens olhando para baixo como é mais costumaz, mas era a estrela D´alva: precisava passar por cima, para anunciar o novo amanhecer que resistia em amanhecer. A noite ainda ia escura e os meus pensamentos também. Ao meu lado minha cadela negrinha atenta, com seus olhos negros,mirando-me nos olhos como se entendesse o que ia dentro aos meus devaneios... Olhei as rosas e refleti sobre seus espinhos. Porque elas os têm? Ai pensei, esta tudo tão diferente, mas estamos bem, estamos indo de volta pra casa ...
(©by Adilson S. Silva)

sábado, 10 de setembro de 2011

Aves de arribação

Andavas por ai
De bar em bar
Como andorinha solta
Sem juízo, sem tento,
A recitar teu canto,
Sem medida, sem razão...
As aves migram com o tempo,
Mas teu vôo desatento
Fez-te perder o verão...

Lamentos,
Caminhos errantes,
Confunde-se o canto e o pranto
Solitária ave de arribação...
Perdeste o amado, o amante,
Por vaidade ou descuido
Ou mera distração

As aves migram com o tempo,
Aves de arribação
Tola andorinha só
Perdeu seu próprio verão
(©by Adilson S. Silva)

domingo, 4 de setembro de 2011

Sem palavras


Meus pensamentos são estrelas
Cadentes, que incendeiam
Um Fogo que queima lento
Versos sem palavras
Ao vento...

Meus pensamentos são flores
Alfazema em palavras
Curtas, pequenas,
Heras, amores
E...
No meu peito de pedra
Chuva aqui dentro
De palavras que inundam
Versos sem palavras
Ao vento...
(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Poetas e Flores ...

Tenho olhado as flores...
Já viram um girassol murchar?
Ficam tristes e murcham
Se não têm por quem brilhar.
Assim são os poetas.
Com versos vagos e vazios
Sem suas musas
Pra encantar.

Tudo é escuro e frio
Solidão dos versos
Aragem , estio
(@by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Outra Noite

Escrevia versos toscos
Sobre a noite e a luz da lua,
Essa coisidade da coisa
Onde amor sem palavras,
Agonizava, morria.
Haveria uma outra noite?
Outra lua?
Outro dia?
Há quantas luas dormes
Nos versos do amado?
Enquanto fazia essas tolas perguntas
A lua se escondia...

Cabeça
Por sobre as nuvens,
Desconfiado pensava:
Há uma outra noite...
Uma ou duas?
E o poeta tolo dizia:
O amor é essente...
Bullshit , non sense
(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Horizonte

Olhos de saudade, lembrando
A mão suspensa, despedida
O momento findando,
Partida...

Saudade nos olhos, chorando
Olhos de lágrima, contida
O horizonte tragando,
Nau, diminuída...
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 31 de julho de 2011

Paralelas II


Paralelas II

Mareou o oceano
Em ondas paralelas...
Barcos que se perdem
Nessas rotas, caminhos
Não deixam marcas...
Só noites e luas
Enquanto estamos mais sozinhos

Distâncias...
Barcos em velas estendidas,
Horizontes sem fim,
Navegam paralelas percorridas
Que se transformam em rotas perdidas
Navegando em círculos,
Nos destinos se desencontram,
De círculo em círculo nos perdemos
Nos redemoinhos,
Rotas paralelas, sem nos encontrar
E, por esses caminhos
Por mais que tentemos
Voltamos sempre ao mesmo lugar

Mareou o oceano
Em ondas paralelas...
Barcos que se perdem
Nessas rotas, caminhos...
(©by Adilson S. Silva)