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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ela ...

Ela... Só
Só ela
Contou que tinha medos
Dos seus espelhos,
Pois seu olhar revelava segredos
Da sua vida que era uma festa...
Amava os versos
Dos gajos da beira do cais
Marujos aventureiros
Que rabiscavam versos banais
Esperando por ela
Em qualquer porto
Ou estação
Para viver mil sentidos
Intensa paixão
Ela só... Precisa existir
Fora da ficção
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 1 de janeiro de 2012

A última valsa...

(últimos versos)
 
Dançava ao som de uma valsa lenta
Como  uma estrela, luz de purpurinas
Suas vestimentas, coloridos véus
Será uma menina aos quase cinqüenta,
Será de cristal ou de papel,
Origami de crepom?
Porque dançar ao som
De uma valsa triste
Se tudo que existe é interrogação?
A  última valsa... Tirando a máscara,
Em cada passo, a escuridão
Do descompasso, desfazendo laços
Do seu coração.

A  última valsa...
E a bailarina...
Tão menina
A cada passo,
Apaga as luzes do salão

(©By Adilson S. Silva)
http://www.youtube.com/watch?v=VScQ6J6De-k

sábado, 31 de dezembro de 2011

Brincando com o tempo ...

O tempo vivo
Vem do futuro e passa por nós,
Consuma-o sem percebê-lo.
Eis o segredo da vida.
Ano Novo todo dia
Sem cronômetro, calendário
A ampulheta contém o vazio
Onde a vida se completa ,
Vivendo o dia a dia.
Faze devagar teus momentos
A beleza guarda-se em ti
Ponteiro invisível do tempo
Olha-te ... no espelho e sorri !!!
(@by Adilson S. Silva)

"Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
"
(Pink Floyd)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminho das estrelas

Caminhando por entre estrelas
Passei a noite encantado
Com tanto brilho
Que meus olhos não quiseram dormir

Então hoje, eu acordei o sol,
Que despontou a me sorrir,
Bebi sua luz,
Anunciando um lindo dia,
Invadindo-me assim,
Com um olhar risonho,
Pois tive um lindo sonho

Sonhei acordado
Saudosa miragem
Não era ninguém
Não era nada
Uma tola alucinação...

(@by Adilson S. Silva)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Abismos...

Abismos...
Que a gente inventa,
Eivados de sonhos
Que não se sustentam,
Fazem das palavras
Momentos ausentes...
Pintam paisagens não existentes.
Alucinação...?
Sim...
Já é outra viagem,
O fim da linha
Na estação redenção,
Palavras sinceras,
De lembranças boas,
De um sonho bom...
(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ecce Homo

( Eis o homem )

Foi um silêncio atento
A tudo que acontecia
Foi mais um dia
Dessas noites escuras
Sem lua e sem poesia.
Há muitas outras coisas
Que podem ser vistas de tuas janelas,
Além da insistência em retornar ao mesmo lugar
Da tua insanidade ,
Outros tempos teus...
E o mundo é um mundo de fatos,
Mesmo que não façam sentido.
Assim,
Enquanto adormeces...
Dou um beijo em teu retrato
Um sorriso fingido,
Apago a luz
E, digo adeus...

(©by Adilson S. Silva)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Metáforas ...

Metáforas ...
Conversas,
Desconversas,
Por hora escrevo,
O que outrora fora fala.
Um olhar,
Vazio de nada,
Faz nada em si Fazer.
O Falo fala,
A Fala
Fala a Fala,
Mas não fala
O "Dizer"
(@By Adilson S. Silva)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ritornelos sem fim

Habitam-me versos mais tristes esta noite
E posso escrevê-los sob a égide
De uma nostalgia do que foi
Ou talvez nunca tenha sido.

O amor é tão curto!
É tudo ou quase nada...
Hoje olhava o tempo
A noite e a luz da lua
Como pássaro adormecido,
Cansado, envelhecido
Por essas mesmas dores do tempo...

Ouço na imensidão da noite
Vozes de partida
De uma desventura causada
Por uma tênue ferida...
Espinhos de uma rosa bela
Vozes em versos , cantiga
Trafegam , chegam a mim
Em ritornelos sem fim....

(©by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fantasmas do porão...

Faca de corte
Corta
As amarras antigas,
Rompe laços
Do umbigo,
Liberta
Os fantasmas
Do porão...

Falta de sorte,
Pois a vida
Tem um norte,
Onde você
Vai trancar
Seus medos,
Seus segredos
E a sua negação...?

Faca de Corte
Não...
Não teme a morte
Teme a revelação...

Medo, medo
Dos seus segredos...
(©By Adilson S. Silva)

domingo, 6 de novembro de 2011

Por isso hoje

Por isso hoje
A noite trouxe o seu silêncio
E, nem era preciso mais um verso...
Não haviam rosas,
A primavera era cinza
Tal como o outono,

Por isso hoje
A lua se escondeu
E ficaste só
Com o gosto da manhã orvalhada
Da tua alma do mundo e teu pranto,
Teus caminhos, tuas veredas...
Teu olhar no teu rosto é mais que um retrato
E o meu sorriso
O devir da saudade...

Por isso hoje
A noite trouxe o seu silêncio
E, nem era preciso mais um verso...

(©By Adilson S. Silva)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ao Robson , In Memoriam (18/10/1971 – 27/10/2011)

A alma é um sopro, um sopro de vida que de repente se vai.
Eu hoje não estou alegre e nem triste, estou desbotado , meio assim sem cor, com minha matutação sobre a vida e seus motivos.
Tudo vai bem, ou parece bem e de repente, não mais que de repente a morte visita nossa alma e nos arrasta, deixando para trás nosso mundo inacabado e nossos entes queridos. A vida é devir, e o devir da vida é a morte. Não há dia, nem hora nem ano. A morte é uma certeza incerta... viaja no tempo que é seu tempo, não poupa crianças , jovens e nem velhos.
Foi assim com meu enteado Robson, de repente ele se foi jovem, e o que fica dele alem de esposa e dois filhos?
Para mim fica um poema epígrafe do nosso reencontro:

“O Adilson poeta: alguém que sublimou a matematicidade tão marcante em si! Situou-a no contexto devido. Domina ambas linguagens, melhor dizendo, (deixando os hegemonismos de lado) transita por ambas as linguagens.
A fase das Rugas
Idas e vindas, junções e distanciamentos entre humanos.
Fases complexas na teia da vida.
Conexões e desconexões e reconexões
Na Rede primária da qual a Internet é apenas esboço rudimentar.

Eu não vi meu padastro na Internet.
De imediato.
Ele não está lá?
Ele desconfigurou-se como tal devida às circunstâncias?
Ele recomeçou diferente como pai astro alhures?
Creio que sim.

Mas efetivamente eu não o vi na Internet.
Mesmo tendo lido seu Blog.
Ainda que tenha clicado em seus rastros virtuais.
Ali e acolá.

Eu vi primeira e incisivamente suas rugas da madureza.
E elas, na medida em que falavam dele,
decifravam algo de mim.

Pois o jovem ousado dantes passou.
E o adulto conflituadíssimo também.
Restou o melhor: o pré-ancião
de múltiplas iniciativas.
Filosofante, palestrante, poetante, conselheirante...

Aquelas rugas singulares na blogsfera
me anunciaram, num instante tudo isso.

E eu que também prossigo
serenamente relevo as titânicas adversidades havidas.
Para apreciar as novas qualidades conquistadas
O novo jeito de viver consolidado.

Consolidação que não há recaída que impacte.
Solidez. Solidez com. Relevantar sempre.
Tanto para os bipolares como eu
Quanto para todos os que jornadeiam.

Robson Santos
9 de março de 2011 10:55 “

Pois é ...a morte é uma certeza incerta...
(©by Adilson S. Silva)