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quinta-feira, 26 de julho de 2012

O que a alma sente...

Chego nas asas do vento e, meu cheiro alecrim
Como se fora água de cheiro a perfumar teu corpo
Num sussurro pede:

Mostra-me o que na alma representa o sorriso
E o espaço aberto para sonhar, escrever, dormir e acordar
Com os lábios prontos para o beijo.

Mostra-me o que vai na alma eternamente enamorada
Como se fora nuvens, que o vento de repente as navegasse
Para um lugar que coubéssemos apenas nós...

Fala-me palavras... Murmúrios que não se entende,
Mas que a alma sente...
O absurdo é o divino.

(©By Adilson S. Silva)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Outonos

Invento um outono da minha janela,
Ou uma flor no teu jardim
E a palavra branca que se diz saudade
Inventa nuvens,
Teu rosto rouge carmim

Nuvens brancas e o céu cinzento
São só nuvens ,sem a saudade
Dessas coisas que me levam a ti

Então,
Invento um mar da minha janela
E pequenos barcos que navegam
Até as tuas ilhas de distância
Sempre longe – a muitas velas!
Onde tu me esperas,
Sem saires de minha janela.

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Saudades...

Saudades...
Abraça-me agora
Não digas nada...
Tanto faz...

Se és mar aberto,
Baia ou enseada,
Se és porto de partida ou chegada,
Se és Desatino,
Caminho ou caminhada...
Nau que se afasta,
Ou se aproxima do cais;
Se és ausência,
Ou reencontro,
Mensagens em garrafas,
Que uma única onda traz,
Tanto fez , tanto faz...

Abraça-me agora
Abraça-me apenas...
Tanto...tanto...tanto...
E não digas nada...
Tanto faz...
(©By Adilson S. Silva)

Esses dias meio assim...

Nesses dias meio assim,
Esperando vendavais,
A fala quedou-se muda,
O cinza quebrou a paz.

Chegou, cobriu tudo,
Escondeu o meu lilás,
Dói a alma, dor aguda,
Qual felicidade fugaz.

Nesses dias meio assim,
Nada me satisfaz.
É um tudo meio ausente,

Que está fora de mim.
Pois, teu gosto evanescente,
Foi-se embora com teu sim.

(©By Adilson S. Silva)

Metamorfoses...

Metamorfoses na minha pele,
A distância,que me separa de ti,

É o tempo
Deixando marcas,
Vivencias,
Metamorfoseando
O infinito dos meus sonhos,
Momentos que...
Em segundos se transformam
Entre a mulher
E a borboleta voando...

(©By Adilson S. Silva)

Lalíngua

Lalíngua do meu amor pára numa frase
Sem sentido, mas doce...
Contorna-me, veste-me ou quase,
Como se meu corpo vindo de ti fosse...

Silencia e cala
Aquilo que tu esperas
Disso que não fala
Nos silêncios de Amor!...

(©By Adilson S. Silva)

Ainda...

Perdeste-te no abissal do teu silêncio
E nas profundezas de tua existência,
Sem encontrares sentido para tuas agruras,
Nem nas amarguras, a sua essência...

O sem sentido habita o Hades,
Onde o meu amor encontras,
O que dizes é o que não sabes:
Palavras ainda não prontas...

Mas ainda existem flores,
O cheiro orvalhado do jasmim,
Sem ser bálsamo para tuas dores,
Ainda, o meu cheiro alecrim...


(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Assim...

Tão somente mulher,
Exploro teus abismos e altura,
Pois foi o escuro quem te trouxe;
Tudo é mera intuição

És enigma e escultura,
Sem pudor e tentação.
Eu, caçador à espreita
Em momentos de aflição

Com licença (...)
...reticências
Nem tudo é proibição!

Em pensamentos me esqueço:
Vou e venho, me trago,
Viro e reviro teu avesso
E de ti me embriago

(©By Adilson S. Silva)

Mais ainda...

Ando pensando
Naquele olhar profundo
E seu impenetrável mistério
Feito o silêncio de uma breve oração.

Ainda...
No brotar dos sentidos
E na lucidez que faça surgir
Um sentido pra vida,
Que justifique a existência
Do crente já meio descrente
Ou naqueles que esperam o céu.

Mais ainda...
Na dimensão do impossível,
Na estranha presença dos que já se foram,
Nas almas cansadas de guerra,
Porque as almas também se cansam,
Habitam exiladas o sentimento de um adeus,
Numa razoável felicidade de uma paz que não se alcança.

(©By Adilson S. Silva)

Na quietude da noite...

Meia luz, quase penumbra
E tua dança movimenta a quietude da noite.

Detenho-me por um instante até onde meus olhos vêem,
A chama, quase incêndio a saltar-te do ventre.

Numa vertigem, teu vôo dançante
Desata o ultimo nó do teu véu.

Abraço a noite e teu fogo ardente
A lumiar a noite escura mais eu,
Meia luz, penumbra, semblante
E tua dança na quietude da noite...

(©By Adilson S. Silva)

Segredos

No alto, a lua compartilha comigo
Os segredos das marés...
E a inútil verdade das coisas.

(©By Adilson S. Silva)

O céu é vasto e a noite longa!


Gosto do ar da noite, cheio de silêncios,
E nessa mansidão detenho meus olhos
A admirar a lua na sua longa solidão e,
O nascimento de novas estrelas:
Dessas que caem,
Buscando novo destino.
Um pensamento me ocorre,
Brincadeiras de meninos,
Fazendo pedidos às estrelas cadentes.
Eu já não peço nada, nada,
Mantenho meus olhos pausados
As estrelas já andam ocupadas,
Ocupadas por demais tentando
Chegar a seu demorado destino,
Ou talvez nunca cheguem...
Vai se saber,
Mistérios, enigmas... pura divagação:

O céu é vasto e a noite longa!

(©By Adilson S. Silva)